Namorar alguém que a gente já conhece há tempos, nem sempre é fácil. Quando o parceiro ou parceira é de uma cidade diferente da nossa, já notamos diferenças que vão desde a maneira de falar, de vestir, nos hábitos alimentares e tantos outros pequenos detalhes. Agora, imagine como é, quando a gente tem um relacionamento binacional…
Relacionamentos binacionais, ou seja, com estrangeiros, costumam exigir ainda mais de nós do que um namoro com alguém de mesma nacionalidade.
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Desafios
As diferenças são inúmeras, a começar pelo idioma, e é necessário que a gente tenha ainda mais jogo de cintura e paciência para vencer os desafios que surgem todos os dias.
Você já passou por isso? Se sim, talvez possa confirmar o que eu estou dizendo.
Mais do que afetividade e carícias, conseguir expressar nossos pensamentos e emoções é fundamental para se sentir bem consigo mesmo e para seja possível conhecer melhor um ao outro.
As diferenças culturais são ainda maiores e, por isso, o autoconhecimento é fundamental. E por quê? Porque é natural que cada um tenha a tendência de tentar fazer com que seu idioma, hábitos e cultura prevaleçam à do outro.
Conhecer os nossos próprios limites, medos, inseguranças, anseios e propósitos de vida pode evitar que a gente se perca nessa confusão de identidades, considerando, inclusive, a identidade cultural.
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Claro que muitos outros fatores também devem ser levados em consideração, como o local em que o casal está estabelecido e planos para o futuro, por exemplo. Se o parceiro ou parceira é apenas turista, também é importante pensar como vocês vão fazer para manter o relacionamento, já que a distância é um fator complicado quando o assunto é amor, não é mesmo?
Razão e emoção
Nessas horas, apesar dos sentimentos, é importante contar com a razão para avaliar as chances reais da união ir adiante. E mesmo que vocês pensem em casamento, avalie os prós e os contras antes de tomar uma decisão tão importante. Apesar de parecer uma atitude fria e racional, avaliações como essas podem evitar o sofrimento de ficar preso a um relacionamento utópico, ilusório ou virtual, que, muitas vezes, não passa de um conto de fadas.
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E como se tudo isso já não fosse suficiente, há ainda o fato de haver questões específicas como obter um visto de permanência, como vencer a distância, o fuso horário entre outros detalhes. Sem contar que cada nacionalidade enfrenta dificuldades diferentes. Isso faz com que muita gente que passe por essa situação tenha dificuldades de dividir o assunto com amigos e conhecidos, que desconheçam essa vivência.
Então, se você já passou por uma experiência como essa, conte sua história e ajude outros, que como você, também estão passando por isso!
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Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.





Eu namoro uma moça da Venezuela, antes de conhecê-la, aprendi espanhol com amigos que conheci pela internet também. Pretendo viajar para nos encontrarmos e depois vou me mudar para seu país. Fico um pouco temeroso, porque a Venezuela vive momentos difíceis, mas eu amo ela de verdade.
Oi Eric,
Viver um grande amor, pode valer à pena, afinal, não é todos os dias que a gente encontra pessoas com quem nos identificamos e gostamos de verdade. Amigos, emprego, estudo tentamos manter ou conquistamos novos, mas nem sempre é tão simples encontrar uma nova “alma gêmea”. Entretanto, é importante estar disposto a aprender um novo idioma, a aceitar uma nova cultura e a construir uma nova vida. As dificuldades aparecem e não culpe o outro por elas. Enfrente-as juntos! Assim, pode ser mais fácil para os dois lados.
Boa sorte na Venezuela! Não há fronteiras para os nossos sonhos e se você vai em busca da sua felicidade, eu apoio!
Um forte abraço
Fernanda
Imagino que namoros a distância, são um tanto complicado. Já namorei na época por cartas, o que ocorreu de não dar prosseguimento. Mas mesmo assim não descarto a ideia, mesmo que não seja meu alvo, mas acredito que devemos dar chances. Só se sabe tentando, essa minha opinião. Até porque se for para ser eterno, tudo virá ao favor. Muitas vezes observamos que situações nem sempre são ao nosso favor, mas acabamos nos iludindo, acredito que num relacionamento a distância e o diálogo deveriam ser ainda maiores para se ver se realmente é aquilo que esperamos e estarmos ativas quanto a isso.
Beijocas
Manu,
Sim, todo relacionamento exige muito de nós e, quando se trata de um relacionamento à distância, ainda mais. Longe um do outro, cada detalhe ganha ainda mais importância, na tentativa de manter viva a atração e a confiança entre o casal. Mas, difícil não é impossível, né?
Abraços e obrigada pelo comentário!
Fernanda
Bom Dia Fernanda Suguino
Li o que você escreveu e achei interessante, nunca namorei estrangeiro, mas namorei e casei com rapaz de São Paulo e sou do Amazonas, o choque cultural foi muito grande, infelizmente nós não demos certo, estou separada a dois anos e o nosso elo será para o resto da vida temos uma filha chamada Sarah Maria. Mas ainda não desisiti do amor, porque tenho amigas que namoraram e casaram com homens Suecos e deram certo. E são muito felizes.
Olá Suelle,
Relacionamentos colocam em choque os nossos princípios, a nossa cultura e as nossa personalidade, sejam eles entre pessoas de mesma nacionalidade ou de nacionalidades diferentes. Os conflitos surgem com mais força quando o relacionamento se torna mais íntimo, mas, apesar de tudo, os conflitos que nos fazem crescer e amadurecer.
O melhor é não ter medo de enfrentar as diferenças e descobrir o que há de melhor na gente mesmo e no outro!
Obrigada pelo comentário!
Abraços
Fernanda