Dor de cotovelo: como perder o que ainda não se tem?

dor de cotoveloHá duas semanas, uma mistura de surpresa e alegria. Fiz o teste, deu positivo. Estamos grávidos! Há uma semana, o choque. De repente, um líquido amarronzado, que foi se tornando espesso e escuro, alguns coágulos. Estou perdendo meu bebê???? A visita a ginecologista: ainda mais dúvidas. Ele não sabe a causa do problema, mas ainda é muito cedo para saber se está tudo bem. Culpa, medo, angústia, inúmeras dúvidas, insegurança à flor da pele. O que está acontecendo? A falta de respostas gera uma sensação de desconforto inexplicável, que não se permite dividir entre os familiares ou amigos. Na internet, percebo que inúmeras pessoas passam ou passaram pela mesma coisa, também sem respostas concretas. O que fazer???

Na dúvida, faço tudo o que é possível. Repouso, alimentação exemplar, vitaminas… mas nada é capaz de dissipar o nervosismo. Esta semana, nova visita ao ginecologista. Ele acha que o embrião está muito menor do que o devia para a minha idade gestacional (8 semanas). Sai de lá sem palavras, sem pensamentos, sem rumo. Não é possível ouvir o coração, mas se percebe “alguma” atividade no saco gestacional. Como eu devo interpretar isso??????? Segundo o médico, ainda não se pode determinar se está tudo bem, mas tudo parece tendenciar para um aborto. Temos que esperar mais uma semana.

Esperar? Aborto? Mal consigo falar. Vocês não podem imaginar como é viver essa realidade de pura incerteza. O ser e o não ser coexistem o tempo todo. Vida e morte, alegria e tristeza, tudo ao mesmo tempo. Sinto uma profunda dor no peito, um nó na garganta, um desespero por não poder fazer mais nada, raiva por não ter respostas e lágrimas, muitas lágrimas. Um buraco negro. A dor da perda de um serzinho que ainda nem nasceu, mas que também ainda não morreu. Como assim? Dói, dói muito. E o que mais dói é não saber se está ou se não está tudo bem.

mãe de anjo

Oscilo entre momentos de força e fraqueza. Meu marido tem sido compreensível e me apoiado como pode. Mas mesmo assim, dói… infinitamente. E agora? Devo sentar e esperar o aborto chegar? Procurar outro médico? Ou esperar a mãe natureza tomar sua decisão? Estou me sentindo como um animal na fila do abatedouro. Desculpem o desabafo…

F.F.S.

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Autor: Fernanda Suguino

Fascinada por gente que pensa, questiona e desafia a si mesmo. Psicóloga formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em Psicopatologia pela NAIPPE/USP.

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