Sobrepeso, obesidade e autoestima

Muito se fala sobre a necessidade de amar e valorizar a si mesmo. Ser capaz de se olhar no espelho e se aceitar como é, gostar do que vê e de automotivar independente de nossas qualidades e defeitos. Claro que a imagem refletida no espelho é apenas uma parte de nós e muito se esconde por trás dela. Mas uma rápida olhada no espelho nos permite saber como anda a nossa autoestima. Este é um ato tão automático que nem nos damos conta de como reagimos ao que vemos.

Eu X Eu mesmo

Como anda o seu relacionamento frente ao espelho (ou melhor, com você mesmo)?
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– Confiante:

Admira sua imagem com vaidade, encoraja-se para os desafios dizendo palavras de incentivo para si mesmo. Mostra os dentes. Sorri! Está satisfeito com o que vê e acredita que tudo vai dar certo, porque você está com tudo em cima!

– Crítico:

Procura defeitos e tudo o que poderia melhorar. Ajeita o cabelo, analisa as marcas de expressão no rosto, estica a camisa, dá um tapinha na barriga e pensa em tudo o que ainda há por fazer. Olha o relógio, em cima da hora de novo? Imagina a pilha de afazeres que ainda não foi concluída e tudo o que você deveria ter feito e ainda não fez…

– Inseguro:

As olheiras estão horríveis. E esse cabelo então, nem se fala? Essa roupa de novo? A barriga pulando pra fora da calça? Melhor disfarçar com uma blusa mais folgada… Ah, não tem jeito mesmo! Você se sente inseguro, cansado e desmotivado. Melhor seria ficar em casa, mas o jeito é sair de casa assim mesmo para não chegar atrasado novamente.

– Conformado:

Que fazer? Bem que você podia estar melhor, mas alguns defeitos te acompanham a tanto tempo, que você já os aceita como parte de você. A idade está chegando, aquela “fofura” abdominal, ombros caídos e um cansaço diário… Talvez você já tenha até feito algo para mudar ou esteja fazendo, mas como a mudança está demorando para aparecer, o jeito é ir levando…

Enfim, você anda evitando o espelho?

Provavelmente porque não anda muito satisfeito com a imagem que ele reflete de você, principalmente quando você detecta aqueles quilinhos a mais nos lugares mais indesejados, mas que insistem em não querer te deixar sozinho. Não desista de você! Afinal, se sentir-se motivado e radiante fosse tão fácil, você não estaria se sentindo assim!

Frente à frente com você mesmo

Ao ver o nosso reflexo no espelho nos confrontamos com a nossa aparência física, que é obviamente acompanhada de todos os nossos valores, crenças, auto-críticas, preconceitos, inseguranças, medos e sentimentos diversos. A nossa imagem no espelho reflete o nosso estado de espírito, a nossa autoestima e o nosso nível de energia.

Se você não está se sentindo bem consigo mesmo, com certeza, não ficará satisfeito com o que vê à sua frente. Mas não se culpe, a grande maioria das pessoas não se sente tão confiante asssim. Por um lado, um certo alívio por não estar sozinho nesse barco; por outro, pena que pouca gente se sinta tão bem consigo mesmo. Saiba apenas, você não é o único responsável por essa situação e você não culpado por isso. Pelo contrário!

Terapia ajuda nesse caso?

Em outros tempos, eu diria que uma terapia poderia lhe ajudar a lidar melhor com sua autoimagem, auxiliar a se aceitar melhor e conviver de forma mais harmoniosa com os defeitos e limitações que todo mundo tem. Mas é claro que a terapia jamais vai modificar sua imagem no espelho.

O fato é que eu descobri que nunca fomos tão vítimas de um marketing negativo sobre diversos mitos relacionados à alimentação. Práticas que nos engordam, detonam a nossa autoestima e ainda nos repassa a culpa por estarmos cansados, sedentários, desmotivados e/ou fora de forma. Clique aqui para saber mais sobre esses mitos alimentares, que me deixaram mesmo indignada, surpresa e, por vezes, boquiaberta.

Como psicóloga, não desmereço os benefícios da terapia como apoio para vivenciar processos de mudança interna, autoreflexão e busca da identidade. Mas também não acredito em sucesso, se a principal causa do problema não estiver sendo trabalhada em paralelo. A grande novidade aqui é que isso está sim ao alcance das nossas mãos e é mais fácil do que eu imaginava.

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”. (Hipócrates)

Obesidade, autoestima, terapia…???

Esse tripé vai muito além do que uma preocupação estética. É uma questão de saúde física e mental. Independente da sua barriguinha te incomodar ou não, saiba que há muitos outros fatores por trás da gordurinha.

A gordura visceral prejudica o funcionamento dos órgãos, afeta o estado geral de funcionamento do organismo, altera as trocas de substâncias e minerais em nível celular, enfraquece seu sistema imunológico, desregula suas taxas hormonais, fora o aumento da pré-disposição para doenças como diabetes, alergias e outras doenças degenerativas com Alzeimer e Parkinson, por exemplo. Como você pode ver, a questão estética é apenas uma pequena ponta do iceberg…

Apesar da estética ser mesmo algo secundário, o fato do sobrepeso alterar diretamente a nossa autoimagem acaba sendo o fator disparador para a nossa insatisfação pessoal. O descontentamento com a nossa imagem no espelho é o que motiva inicialmente a busca por mudanças. Uns se matriculam na academia, outros começam uma dieta, alguns procuram tratamentos estéticos ou mesmo ajuda profissional ou tentam suplementação alimentar por conta própria. Uma pequena parcela busca a terapia como apoio para lidar com a auto-aceitação, quadros de desmotivação, melancolia e até, depressão.

O fato que a maioria dessas ações são soluções temporárias. Ações que infelizmente não trazem o resultado que desejamos. E quando trazem, tão logo relaxamos na dieta ou faltamos na academia ou damos uma pausa na terapia, os efeitos positivos desaparecem. Ou seja, ou nos tornamos prisioneiros da academia e controlamos tudo o que comemos ou nos contetamos com os quilos a mais que insistem em se acumular com a idade e o estilo de vida da maioria das pessoas:

  • acordar cedo
  • enfrentar o trânsito
  • trabalhar até tarde
  • chegar em casa cansado
  • dormir de 5 a 6 horas por noite…

… e (con)vivemos com a culpa de não se alimentar corretamente, de não se exercitar o suficiente, de não estar super motivado para enfrentar os desafios rotineiros e corriqueiros da vida.

A CULPA NÃO É SUA! Repito: A CULPA NÃO É SUA!

De quem é a culpa?

Infelizmente estamos cercados de marketing negativo, mal intencionado e pouco interessado na nossa saúde. As indústrias alimentícia, farmacêutica e estética (como todas as outras) visam o lucro, independente se para isso tiverem que sacrificar a sua saúde. Sim, é isso mesmo: a sua saúde NÃO importa! Também fiquei indignada quando ouvi isso pela primeira vez, mas é a mais pura verdade.

E muito do que se ouve por aí são mentiras absurdas, de hábitos que internalizamos ingenuamente por achar que estávamos sendo responsáveis e conscientes em relação à nossa alimentação, à nossa vida e à vida dos nossos familiares. Meu objetivo é convidar você a ver isso por outro ângulo. Questionar paradigmas sem aceita-los passivamente. Seja curioso, retire a venda que colocaram nos nossos olhos e repense hábitos fortemente arraigados na nossa cultura. Eu te garanto que valerá à pena investir em informações que podem mudar para sempre a sua vida, a sua autoestima, a sua maneira de ver o mundo e a sua imagem no espelho.

Para isso, convido-o à leitura de alguns best-sellers, blogs de especialistas e vídeos de médicos que se aprofundaram no assunto e podem esclarecer os detalhes com mais propriedade do que eu.


Dr. Lair Ribeiro

Site recomendado: Academia Lair Ribeiro


Dr. José Carlos Souto

Site recomendado: www.lowcarb-paleo.com.br


Dr. Patrick Rocha

Site recomendado: drrocha.com.br


Rodrigo Polesso

Site recomendado: emagrecerdevez.com


Best-Seller:

barriga-de-trigo Barriga de Trigo – William Davis

Pasmem…
Aqui entendi, por exemplo, que duas fatias de pão integral (que eu julgava saudável) possuem mais açúcar do que a uma quantidade proporcional de açúcar em sua forma pura. Ou seja, comer açúcar puro é quase melhor do que comer pão!!!

Além disso, o trigo é capaz de de gerar efeitos de dependência semelhante aos opióides em nosso organismo.


 

Seja curioso! Informe-se e tire suas próprias conclusões. Garanto que você só tem a ganhar com isso.

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
Reprodução parcial permitida com citação obrigatória do link de origem.

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Sem tempo? Experimente fazer terapia online!

terapia online no "gentecomgente"Quero dividir com vocês uma iniciativa interessante do psicólogo Elias Balthazar (CRP:08/18323), que criou o programa Terapia de Bolso. Trata-se de uma plataforma que oferece serviço de terapia online com psicólogos cadastrados em diferentes partes do Brasil. Online você seleciona o psicólogo de sua preferência, agenda sua sessão, faz o pagamento e é atendido aonde estiver.

Fazer terapia online pode soar um pouco estranho, mas considerando que para muitos o fator custo, tempo e deslocamento acabam sendo empecilhos para um levar um atendimento psicológico adiante, esta pode ser uma alternativa viável. E como tudo na vida, a gente se adapta a tudo, não é mesmo? Vídeo-conferências se popularizaram. A maioria dos aparelhos de celular permitem que você converse online com o mundo inteiro gratuitamente.
Então fica a dica do Terapia de Bolso, para acabar de vez com as desculpas e finalmente cuidar um pouco mais de você.

Conheça um pouco mais sobre o Terapia de Bolso no vídeo abaixo:

Para mais informações acesse: www.terapiadebolso.com.br

Resumindo:

A terapia online amplia o alcance da Psicologia, vencendo fronteiras físicas, geográficas e econômicas com a ajuda da tecnologia. Salvas as devidas restrições de sigilo e privacidade é, sem dúvidas, uma alternativa moderna para atender as necessidades do homem globalizado.

Por que fazer terapia?

Terapia não é coisa pra louco, como muita gente diz por aí. Quando o grau de loucura já se instalou, dificilmente há clareza de pensamento suficiente para um diálogo construtivo e transformador. Na verdade, terapia é uma medida preventiva para levar uma vida mais equilibrada diante dos inúmeros desafios que qualquer um de nós precisa superar diariamente no mundo moderno. E como tudo hoje pode ser feito online… Sim, terapia online também é possível!

Fazer terapia faz parte dos cuidados básicos de todo e qualquer ser humano. Cuidar do corpo e cuidar da mente são dois pilares fundamentais para uma vida saudável e equilibrada. Psicologia não é artigo de luxo!

Fazer terapia é contar com um profissional qualificado ao seu lado para lhe auxiliar a refletir sua vida, suas questões pessoais, profissionais e sociais de forma única e exclusiva. Pena que terapia ainda é uma realidade restrita a uma pequena parcela da população brasileira (e também alemã, onde moro atualmente). Ou você percebe uma situação diferente na sua cidade???

Terapia acessível deveria ser obrigatória

Sinceramente, acredito que terapia deveria ser um serviço oferecido e subvencionado obrigatoriamente por todo e qualquer sistema de saúde. Assim como todos (teoricamente) temos direito à Educação, atendimento médico e saneamento básico, deveríamos também ter direito à assistência e apoio psicológico.

Sim, eu sei! O SUS também oferece atendimento psicólogico. Mas sua abrangência está longe de levar os benefícios da Psicologia à população como um todo e ainda mais longe de ser capaz de atender as necessidades da população como deveria. Tenho certeza de que a maioria de nós tem consciência das limitações do serviço público e, cientes disso, muitas vezes apelamos para convênios médicos e atendimentos privados, que, obviamente, não são acessíveis para todo mundo. E infelizmente ainda menos acessível para quem realmente precisa…

Acredito que a Psicologia deveria ser popularizada, no sentido de ampliar e intensificar sua abrangência em diferentes campos de atuação, níveis sociais, econômicos, culturais e geográficos. Deveria estar presente nas creches, nas escolas, nos hospitais, no trabalho, no esporte, em casas de repouso… e em todos os lugares onde há pessoas, independente de sua cultura, religião, nível sócio-econômico e qualquer fator discriminatório que impeça a promoção da saúde como um todo, seja no âmbito físico ou emocional.

Afinal, ser saudável não significa apenas ter uma alimentação equilibrada ou taxas de colesterol sob controle. Ser saudável é ter corpo e MENTE em equilíbrio.

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As aparências enganam: alegria por fora, tristeza por dentro

Viver de bem com a vida, bem humorado e desencanado nem sempre é sinônimo de gente despreocupada, feliz e descomplicada. As aprências enganam! Nem sempre a alegria que mostramos ao mundo lá fora siginifica que sentimos felicidade lá dentro. Há um tempo, observo que muita gente entitulada como o palhaço da turma, o bobo da corte ou simplesmente o comediante do grupo são pessoas que, na vida pessoal, enfrentam contextos conturbados, conflituosos e até muito sofridos e solitários. É como se o humor funcionasse como uma espécie de válvula de escape para lidar com o sofrimento interno.

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Esse humor, essa alegria, criatividade e ironia que muitas vezes nos faz rir, tornam essas pessoas queridas e bem-vindas por amigos, familiares e desconhecidos, contagiam o grupo mas funciona como uma espécie de cortina, que camufla a dificuldade em lidar com o sofrimento, com a tristeza, com as perdas, as frustrações, traumas e com a solidão. Apesar de parecer difícil de acreditar, não é raro observar que essas pessoas rotuladas publicamente como sendo super divertidas possuem um lado introvertido, tímido ou até mesmo depressivo.

as-aparencias-enganamE ainda mais curioso é o fato de que, quanto mais piadas e aparente descontração observamos na vida pública, maior é o sofrimento que se esconde por trás dessa fachada na vida privada. Ao mesmo tempo que essas pessoas são queridas e populares na vida social, elas possuem vínculos frágeis e superfíciais na vida pessoal. É como se não faltassem amigos para acompanhar as rodadas de cerveja até de manhã, mas faltassem pessoas de confiança para desabafar o que aperta o coração.

Claro que esse jeito zombeteiro e descolado também não ajuda a deixar a conversa seguir para esse rumo. Mesmo que se fale dos problemas, dificilmente a gente leva essas pessoas tão a sério, a ponto de atribuir uma dimensão maior aos problemas que elas nos contam. O que, por outro lado, não ajuda a pessoa a evoluir, nem lidar com suas inquietações, conflitos ou imaturidade interna.

ciclo-viciosoAssim se instala um ciclo vicioso difícil de quebrar. O fulano finge que está feliz, faz piada de tudo, os que estão em volta acreditam nessa fachada e esperam que o fulano esteja sempre de bem com a vida. E se por um acaso, um certo dia o fulano está meio pra baixo, isso é interpretado como sendo mais uma de suas brincadeiras. Isso quando o fulano não faz piada do próprio desgosto. As pessoas que o cercam simplesmente pensam:
— Não se preocupe, vai passar!

Se a gente parar pra pensar, seja nos quadros de euforia ou de depressão, o que se altera é a maneira e a intensidade com que o humor se configura em cada situação. O humor desempenha um papel fundamental na criatividade, na psicose, no transtorno bipolar, na esquizofrenia e na depressão. A descompensação, seja para um pólo ou para o outro, é sempre algo que merece atenção especial e, muitas vezes, intervenção profissional.

humor descompensado Não é raro que, a falta de recursos psíquicos dessas pessoas que parecem alegres, mas na verdade são tristes, tendencie para problemas relacionados ao alcoolismo, uso de drogas e descontrole das rédeas da própria vida como dificuldade de lidar com as finanças, maus hábitos de saúde ou atitudes marcadas pela irresponsabilidade.

Mesmo que seja difícil de acreditar, esses falsos palhaços precisam de atenção, apoio, amor e ajuda. Portanto, fique atento e não se deixe enganar pelas aparências!

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Ansiedade – o mal do século

pensamento-aceleradoMuitos dizem que a depressão é o mal do século, mas eu discordo. Acredito que o mal do século se chama ansiedade! Aquela vontade de antecipar o que ainda não aconteceu, de estar onde ainda não chegamos ou de ser o que ainda não somos.

Com tantos estímulos que recebemos do mundo à nossa volta é quase impossível não acelerar os pensamentos, estimular a imaginação ou simplesmente ficar parado. Novas tecnologias, apps, redes sociais, mundo virtual, televisão 3D e mil e outras coisas que roubam a nossa atenção a cada segundo. O mundo praticamente nos força a atender a essa necessidade de ser multi-task, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de ser competitivo, eficiente, produtivo. É como se também tivéssemos que estar à disposição 24 horas por dia. Sempre dispostos, cheios de energia, bem humorados e com boa aparência.

Claro que a ansiedade, por si só, não é algo negativo, muito pelo contrário. A ansiedade é inclusive necessária, pois ela cumpre um papel importantíssimo em nosso funcionamento psíquico. Graças a essa inquietação interna não nos deixamos ficar acomodados e estamos sempre em busca de mudanças, novidades e movimento. Mas por quê a ansiedade seria o mal do século?

A ansiedade passa a ser negativa quando essa energia fica parada ou é mal canalizada ou, claro, quando se sofre de transtornos de ansiedade (assunto para um próximo post). É negativo viver apenas nesse mundo imaginário de possibilidades infinitas, ocupando o tempo em fazer inúmeros planos sem equilibra-los com momentos de realizações concretas e palpáveis. Quando a gente se prende no mundo das possibilidades infinitas do nosso imaginário, sem conseguir definir objetivos ou fazer escolhas que possam ser concretizadas no futuro, vivemos no mundo do “como seria se…?”.

e-se-euSonhar, imaginar e teorizar essas possibilidades imaginárias nos exige tempo e energia imensuráveis. Tem gente que passa horas nesse mundo fictício do “se eu…”, mas tem ainda quem consuma meses, anos ou uma vida toda de pensamentos não concretizados. Quando nos damos conta do tempo que investimos em ideias que não chegaram nem no papel e ainda mais longe de se tornarem realidade, aí vem a frustração. Aquele sentimento de impotência, de fracasso e de inferioridade que detona a motivação e a autoestima. O tempo passou e você se dá conta que deu passos muito, muito menores do que poderia ter dado, pois estava mais focado nas possibilidades do que na realidade.

ansiedade-infantilEssa percepção geralmente acompanha as famosas crises da idade. A crise dos 30, 40, 50, 60 anos. São aqueles momentos em que paramos para analisar o que ficou para trás, quem nos tornamos e os rumos que a nossa vida tomou nesse tempo. Por vezes, olhamos para trás e sorrimos! Os filhos cresceram, a carreira progrediu, a qualidade de vida melhorou… Mas nem sempre é assim! 😦

Quando você se compara com as outras pessoas da sua idade ou até mais jovens e percebe que vocês estão longe de chegar num mesmo nível, a angústia aperta, o peito doi e o desespero pode bater à sua porta. Nesse ponto, você está fraco e vulnerável e se expõe mais facilmente à apatia, à melancolia e à temida depressão. É nesse ponto em que a gente se dá conta de quanto tempo foi investido no mundo do “e se…”. Enquanto você estava teorizando, sonhando e flutuando em pensamentos inconcretos, outros estavam aproveitamendo as chances que lhe passavam pela frente para crescer, evoluir e realizar seus sonhos.

Se eu correr o bicho pega, se eu ficar o bicho come!

Se ainda tiver sobrado tempo, força e motivação para dar os pulos necessários para chegar aonde você queria, corra atrás, mexa-se. Antes tarde do que nunca! Melhor reagir tarde do que ficar se lamentando pelo que você deixou de tentar ou fazer.

Portanto, tente mesmo que pareça tarde demais. Mesmo que não dê certo, a sua consciência agradecerá mais tarde por não ter que arrastar mais essa culpa. Não agir e culpar-se pelo que não fez também não ajuda você a sair do lugar e nem a se sentir melhor para seguir em frente. Fragilizado, com baixa autoestima e um histórico de fracassos é um prato cheio para que a depressão se instale.

Mal do século

Nem a ansiedade, nem a depressão são estados emocionais que surgiram com a chamada “modernidade”. Ambos são velhos conhecidos dos neurologistas, psicólogos e psiquiatras. Claro que o mundo mudou e muda a cada instante. A tecnologia se desenvolve a uma velocidade rasante e nós, seres humanos, continuamos a vir ao mundo com os mesmos “equipamentos” que tínhamos há séculos atrás. O nosso cérebro não sofreu upgrade, assim como nosso coração, pulmão e rins também continuam os mesmo dos nossos antepassados. Nós simplesmente aguçamos a nossa capacidade de adaptação para sobreviver e acompanhar as mudanças que nos cercam.

se-meu-fusca-falasseÉ como se a gente tivesse otimizado o nosso velho “Fusca” (corpo) para que ele fosse capaz de competir em uma corrida de Fórmula 1. O motor ainda é o mesmo, mas o piloto é mais ágil, a aerodinâmica foi aperfeiçoada e experimentamos correr riscos de forma inovadora. Vivemos contantemente expostos à desafios que exigem atenção, habilidade e superação. Esse estado constante de alerta aumenta os níveis de estresse e de ansiedade, que precisam ser extravasados de alguma forma.

roer-as-unhasTem gente que roi as unhas, tem gente que tem insônia, tem quem desconte na comida, no cigarro ou até no cartão de crédito. Cada um se adapta como pode, com os recursos internos que aprende e desenvolve ao longo da vida, seja sozinho ou em convivência com pessoas à sua volta. Há quem aposte nos cursos de ioga, na academia, na meditação… na tentativa de extravazar ou alcançar o tão comentado equilíbrio emocional. Mas também tem gente que se cansa ao longo do caminho, que desiste de correr ou entrega o trofeu pouco antes da linha de chegada.

Por isso, eu acredito que, antes da depressão tomar conta, há um complexo processo ansioso que antecede esse estado emocional e que, muitas vezes, fica em segundo plano. A depressão se torna a atriz principal enquanto todo o elenco secundário de estresse e ansiedade fica na obscuridade – o acúmulo de pressões, frustrações e decepções que se somaram a cada experiência insatisfatória e que fragilizam quem sofre de depressão. Por isso, defendo que a ansiedade é o mal do século. A depressão se aproveita dessa fragilidade para emergir de forma mais frequente e abrupta.

Ver também:

Dica de leitura:

augusto-cury-ansiedade-como-enfrentar-o-mal-do-seculo

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
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O estresse no trabalho compensa seu salário?

EstresseSer capaz de pagar as contas no final do mês faz com que eu me submeta à rotina de 40 horas/semanais sem muitos questionamentos. Mas, mesmo assim, há dias em que a balança pesa mais para um lado do que para o outro. Confesso que às vezes me pergunto se o estresse que eu enfrento no trabalho compensa o meu salário e o tempo que passo longe das pessoas que eu gosto. E aí, eu me pergunto: – Vale mesmo à pena?

Definitivamente, não existe trabalho sem estresse. Não seja leviano! Ser capaz de se automotivar é quase tão importante como ser capaz de reconhecer os próprios limites. Nenhum salário do mundo pagará os danos que o estresse crônico pode causar à sua saúde. Sem comentar o tempo que você poderia ter investido em um hobby, poderia ter usado para encontrar os amigos ou acompanhar o crescimento dos seus filhos. Desista! Nenhum dinheiro do mundo é capaz de comprar o seu tempo e a sua saúde.

Falar é fácil, mas, como como colocar isso em prática??? Claro que, para manter um padrão de vida minimamente confortável, mortais como eu tem que trabalhar (e muito). A concorrência no mercado de trabalho acaba transformando “hora extra” em normalidade, como se 40 horas por semana já não fossem suficientes… Além disso, você deve estar sempre bem informado, bem asseado, bem disposto, bem humorado… Sinceramente, acho que eu cansei de estar sempre “online”! E você?

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Participe da enquete: O seu salário compensa o estresse que você tem no trabalho?

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Dor de cotovelo: como perder o que ainda não se tem?

dor de cotoveloHá duas semanas, uma mistura de surpresa e alegria. Fiz o teste, deu positivo. Estamos grávidos! Há uma semana, o choque. De repente, um líquido amarronzado, que foi se tornando espesso e escuro, alguns coágulos. Estou perdendo meu bebê???? A visita a ginecologista: ainda mais dúvidas. Ele não sabe a causa do problema, mas ainda é muito cedo para saber se está tudo bem. Culpa, medo, angústia, inúmeras dúvidas, insegurança à flor da pele. O que está acontecendo? A falta de respostas gera uma sensação de desconforto inexplicável, que não se permite dividir entre os familiares ou amigos. Na internet, percebo que inúmeras pessoas passam ou passaram pela mesma coisa, também sem respostas concretas. O que fazer???

Na dúvida, faço tudo o que é possível. Repouso, alimentação exemplar, vitaminas… mas nada é capaz de dissipar o nervosismo. Esta semana, nova visita ao ginecologista. Ele acha que o embrião está muito menor do que o devia para a minha idade gestacional (8 semanas). Sai de lá sem palavras, sem pensamentos, sem rumo. Não é possível ouvir o coração, mas se percebe “alguma” atividade no saco gestacional. Como eu devo interpretar isso??????? Segundo o médico, ainda não se pode determinar se está tudo bem, mas tudo parece tendenciar para um aborto. Temos que esperar mais uma semana.

Esperar? Aborto? Mal consigo falar. Vocês não podem imaginar como é viver essa realidade de pura incerteza. O ser e o não ser coexistem o tempo todo. Vida e morte, alegria e tristeza, tudo ao mesmo tempo. Sinto uma profunda dor no peito, um nó na garganta, um desespero por não poder fazer mais nada, raiva por não ter respostas e lágrimas, muitas lágrimas. Um buraco negro. A dor da perda de um serzinho que ainda nem nasceu, mas que também ainda não morreu. Como assim? Dói, dói muito. E o que mais dói é não saber se está ou se não está tudo bem.

mãe de anjo

Oscilo entre momentos de força e fraqueza. Meu marido tem sido compreensível e me apoiado como pode. Mas mesmo assim, dói… infinitamente. E agora? Devo sentar e esperar o aborto chegar? Procurar outro médico? Ou esperar a mãe natureza tomar sua decisão? Estou me sentindo como um animal na fila do abatedouro. Desculpem o desabafo…

F.F.S.

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Dor de cotovelo: gente, tá díficil lidar com as drogas

gente.tadificilHá 1 ano a vida deu um nó, parou de funcionar direito, e como se fosse um efeito dominó, veio derrubando tudo e todos.

Só quem conhece e sabe o que é dependência química, entenderá o que sinto.

Minha familia ficou desestruturada por conta desse problema com meu irmão, e automaticamente desenvolvi a codependência, problema que descobri agora e estou tentando sarar.

Queria ter uma familia normal de volta, amor, paz, e um almoço entre família. Mas nos útimos tempos não sei nem mais o qeu são esses momentos.

Providências foram tomadas, internação, grupo de apoio para familia. Mas tenho a sensação de que isso nunca vai acabar, até porque como lidar com uma situação que sabemos que depende de uma escolha.

E como não ser consequencia de decisões alheias?

Gente, tá díficil demais….

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