Como dividir vida pessoal e profissional?

Fácil falar, difícil praticar! Apesar da gente repetir sempre que vida pessoal não deve interferir na vida profissional (e vice-versa), pergunto-me: como desligar o meu Eu pessoal quando estou no trabalho e como desligar o meu Eu profissional quando estou em casa? Poste a receita quem consegue fazer isso com o pé nas costas!

conciliando-casa-e-trabalho

Dificilmente um dia “amargo” de trabalho e mais duas horas estressantes preso no congestionamento termina com um jantar alegre e descontraído com a família. Da mesma forma que, você dificilmente terá uma reunião agradável com seus colegas de trabalho tentado disfarçar as olheiras resultantes da noite passada, já que à uma da manhã você ainda estava discutindo a relação com seu namorido(a).

O fato é que a gente é uma pessoa única, individual e indivisível. Simplesmente não dá para deixar parte do cérebro e do coração em casa (ou no trabalho). Não dá para ignorar o que passou ou o que está passando na nossa vida. Não dá para transparecer tranquilidade, quando na verdade, você está se corroendo de nervoso por dentro. A cisão do Eu até existe, são os conhecidos transtornos de personalidade. Mas esquizofrenia, personalidade borderline e outros transtornos de personalidade estão bem longe de serem considerados funcionamentos psíquicos saudáveis.

Bem, considerando que você não sofre de nenhum transtorno de personalidade, como resolver esse impasse? Como fingir que está tudo bem, quando o mundo está caindo e vice-versa?

Como tudo na vida da gente, não existe solução perfeita. Ou você banca o ator e finge mesmo que está tudo bem (quando, na verdade, não está) ou você deixa a máscara cair e arca com as consequências. Gente que diz que divide perfeitamente vida pessoal e profissional tem um enorme talento para representar, viver e se comportar como se fosse outra pessoa. Mas como os talentos diferem de pessoa pra pessoa, nem todo mundo é capaz de fazer isso com a maestria de Al Pacino, não é mesmo?

cair a mascaraAos mortais que não possuem o talento nato da representação teatral, só resta apelar para o autocontrole e encarar a dura realidade. Se o mal humor tomou conta, tente levar o dia de uma forma mais reservada, antes de sair “presenteando” os colegas de trabalho com patadas e comentários atravessados. Se o chefe torrou o seu saco e criticou os números no fim do mês, lembre-se que não é discutindo com a sua mãe, que as coisas vão mudar (pelo contrário).

Então, se as coisas não andam bem, quer seja no trabalho ou em casa, o melhor é tentar localizar o foco da preocupação e manter-se o mais quietinho no seu canto, quanto for possível. Pelo menos, até que as coisas melhorem. Ficar um tempo sozinho, fazer esportes ou curtir um pouco de natureza pode ser uma excelente oportunidade de refrescar a cabeça e abrir horizontes para solucionar os problemas de maneira razoável. Respeite a si mesmo e seus sentimentos. Fingir que não está acontecendo nada, pode ser uma armadilha perigosa, já que ninguém tem nervos de aço e uma hora a gente explode, né?

vida pessoal e profissional em equilibrio

Bem, separar vida pessoal e profissional é mesmo uma tarefa de malabares… É como jogar tudo para o alto ao mesmo tempo, com a missão de não deixar nada cair no chão. Treino e experiência ajudam a lidar com as situações mais corriqueiras. Mas se a coisa apertar, tente dividir suas angústias com um amigo de confiança, um familiar ou um mesmo um profissional especializado.

carregando o mundo nas costas

Quem foi que disse que você precisa carregar o mundo nas costas sozinho?

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Curso de Marketing Digital em português (Aventuras na minha nova profissão: Webanalyst – parte 2)

google analytics em portuguesContinuando o meu desafio de me tornar Webanalyst, compartilho aqui o caminho das pedras que tenho perseguido para atingir meus objetivos. Como prometi, aqui vou postar aqui o resumo do que aprendi no curso sobre Google Analytics da Google Academy.

O curso começou na semana passada, dia 08/10/2013. Eu só pude ver a primeira aula hoje. Aproveitei para traduzir o que aprendi sobre Marketing Digital para o Português, pois até que o tema seja finalmente traduzido para a nossa língua, com certeza já terão lançado a nova edição em inglês… Por isso, sinta-se à vontade para compartilhar o assunto com amigos ou profissionais da área. Eles agradecerão!

Essa é a estrutura do curso sobre Fundamentos de Análise Digital, que eu traduzi para o português a partir do material disponibilizado pela Google Analytics Academy:

1. Módulo – Introdução sobre a estrutura do curso (ver abaixo)
2. Módulo – Fundamentos da Análise Digital
3. Módulo – Como funciona o Google Analytics?
4. Módulo – Administrando o Google Analytics
5. Módulo – Relatórios do Google Analytics
6. Módulo – Acompanhando conversões no Google Analytics

Acesse aqui o curso completo em português: Fundamentos de Análise Digital em português (Fernanda Suguino) – Curso oferecido por Google Analytics Academy e minhas anotações.

Ainda dá tempo de tirar o seu certificado (até o 30/10/2013).

Eu já tirei o meu e obtive 100% de aproveitamento!!!

GA-certificadoGA-ergebnisPrecisando de dicas, entre em contato! Será um prazer ajuda-lo(a)!


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Aventuras na minha nova profissão: Webanalyst (parte 1)

webanalistaFalar é fácil, colocar em prática, nem tanto. Já dei entrevistas sobre o assunto, já postei sobre o tema, mas o que eu ainda não contei é que estou experimentando, na pele, o que significa mudar de profissão e se aventurar em uma nova área. Correr atrás do conhecimento que eu ainda não tenho é o primeiro desafio. Nesse ponto, ser autodidata é quase fundamental e a internet tem sido uma aliada e tanto.

Resolvi mudar de profissão. E agora?

Perseguir colocação profissional em uma nova profissão requer competências e habilidades extras. As dificuldades são sempre relativas e traçar um plano de ação é o primeiro passo.

1. Definir um objetivo: aonde eu quero chegar? Isso definirá o que eu devo estudar.

2. Eleger um ídolo: eleja um colega de trabalho ou um expert como tutor e siga seus passos como um detetive.

3. Colocar a mão na massa: disciplina, determinação e concentração. Chegou a hora de aprender. Selecione livros, sites, blogs e discipline-se. Intenção sem ação não lhe levará a lugar algum.

4. Testar o que aprendi: tente ver o resultado do aprendizado na prática ajuda a motivar você a continuar estudando. Mescle teoria e prática para não ficar entediado.

5. Não dê um passo maior do que a perna: aumente o grau de dificuldade das tarefas gradativamente. Começar com graus de dificuldade muito elevados só vai deixar você frustrado.

No meu caso:

1. Objetivo definido: quero me tornar webanalyst. Os motivos? São vários! Considerando que sou psicóloga,  o idioma que preciso dominar é alemão, tinha que tentar uma profissão onde o idioma não fosse uma barreira. Ao chegar na Alemanha, consegui uma colocação em uma agência de internet que trabalhava para o público brasileiro, o que me fez aprender o básico (um pouco sobre: HTML, CSS, Pesquisa de palavras-chave, Content Strategy, SEO e E-Commerce). Agora, estou em uma empresa alemã (mediaworx) e a área técnica me permite uma boa oportunidade de aprender em inglês, já que alemão não é lá muito fácil.

Google Analytics Curso gratuito2. Meu ídolo: não tenho um ídolo personificado, mas estou me especializando em Marketing Digital, mais especificamente em Google Analytics e análise de Websites. Por quê? Descobri uma lacuna na empresa. Faltam profissionais especializados nessa área e há uma demanda significativa. Trata-se de uma área relativamente nova e os meus conhecimentos em Marketing e Psicologia contam, neste caso, como pontos positivos.

3.  Mão na massa: o Google disponibiliza uma série de informações e cursos gratuitos online. Muitos conteúdos estão disponíveis inclusive em Português, o que facilita bastante. Mas a maioria das fontes preciso ler em inglês mesmo. Para finalizar, acabei de me inscrever no primeiro curso da Google Academy! Em breve postarei os resultados das minhas primeiras aulas.

4. Testando meus conhecimentos: ainda falta, mas já estudei bastante. Comprei um livro sobre o assunto: Advanced Web Metrics with Google Analytics (Brian Clifton) (clique para baixar a 2. Edição gratuitamente) recomendado por um colega. Em paralelo me disponibilizei a ajudar um colega, Heiko Stiegert, em elaborar Reports para uma empresa na área de seguros (Arag). Assim, comecei a treinar o que aprendi, ganhei experiência básica em ferramentas como Xovi, Sistrix, eTracker, onPage.org e Seolytics e pude contar com o apoio dele quando surgiam as dúvidas.

5. Minhas realizações: no começo do ano, comecei fazendo pesquisa de palavras-chave para o site da empresa. Em julho iniciei um projeto com um outro colega, Ralf Schukay. Confesso que o grau de dificuldade não era (e não é) dos mais fáceis, mas meu colega tem me ajudado bastante. Ontem ministrei meu primeiro Workshop sobre Google Analytics (em alemão) para a empresa Zanox. Sobre o estresse, melhor nem comentar. Mas, tem valido à pena.

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Mudança de carreira: quando a gente deve pensar nisso?

avaliacao de carreira no gentecomgente

Segue em primeira mão a entrevista que concedi ao Indicas.com.br:

Quais são os principais motivos que levam as pessoas a mudar de carreira?

Profª Fernanda – Os jovens brasileiros precisam decidir, muito cedo, os rumos do seu futuro profissional. Com 18 anos, muitos ainda são imaturos e não tem clareza sobre seus objetivos pessoais, muito menos, profissionais. A concorrência acirrada do mercado de trabalho os obriga, apesar da insegurança, a definir o que cursarão na universidade e a ingressar o quanto antes no mercado de trabalho. Assim começa a vida profissional de muitos brasileiros! Quando não há uma identificação profunda entre a carreira e os valores e objetivos pessoais, ou seja, quando não é possível encontrar realização pessoal no trabalho, as pessoas se frustram. Com o tempo, a rotina do trabalho as consome. Elas se sentem infelizes e sem perspectiva, mesmo tendo alcançado uma remuneração razoável.

Além da falta de realização pessoal no trabalho, há ainda outros motivos que levam as pessoas a mudarem de carreira ao longo da vida como: mercado de trabalho saturado e motivos relacionados à história de vida de cada um, que podem ou não, estarem relacionados ao trabalho. Assim, incluem-se motivos como: lesões ou traumas decorrentes de acidentes, doenças e tratamentos de saúde, mudança de cidade, estado ou país; relacionamentos afetivos, relacionamento familiar, filosofia de vida, religião entre outros.

insatisfacao no trabalho no gente com genteQuais são as insatisfações que elas apresentam com o trabalho que possuem, mesmo que estejam ganhando dinheiro?

Profª Fernanda – Quem não possui realização pessoal no trabalho entende como ninguém que dinheiro não é tudo. Mesmo com um salário razoável ou, até mesmo, acima da média, a pessoa se sente infeliz. Há uma sensação de falta de harmonia, como se o trabalho o afastasse ou prejudicasse a realização de seus objetivos pessoais. O tempo e energia investidos no trabalho podem chegar a ser vistos como desperdício de oportunidades de se fazer outras coisas.

As insatisfações costumam surgir sob a forma de queixas corriqueiras relacionadas à distância entre casa e trabalho, trânsito, estresse, clima de trabalho desarmônico, dificuldades de relacionamento com colegas e/ou com superiores, dificuldade em cumprir prazos e horários ou simplesmente, apenas uma sensação de desconforto ou falta de motivação sem explicação aparente.

Se o dinheiro fosse o único retorno almejado em uma profissão, o trabalho voluntário não existiria. Não existe profissão perfeita, existem as que mais se adaptam ou se afastam do perfil de cada um.

Tem quem seja feliz sendo piloto de avião, mas também há quem morra de medo de altura e sequer possa se imaginar nesta situação, não é mesmo?

orientacao profissional no gente com genteE por que muitas pessoas demoram para mudar de carreira?

Profª Fernanda – Em muitos casos, é necessário experimentar a profissão, vivenciar a rotina, desempenhar diferentes ocupações dentro da profissão para poder se decidir (com um pouco mais de segurança) se aquela realmente não é a carreira dos sonhos. E isso leva tempo. Por isso, a mudança nem sempre é imediata.

A vontade de ser independente financeiramente faz com que muita gente agarre a primeira oportunidade que vê pela frente. E depois de alguns anos, já com conhecimentos mais consolidados sobre o assunto, experiência na área, uma certa estabilidade no emprego, pendências financeiras e o avançar da idade falta coragem para começar tudo de novo.

Quais as maiores dificuldades que elas enfrentam nesse processo?

Profª Fernanda – A maioria das pessoas leva alguns anos até descobrir que são infelizes no que fazem. Dentre as dificuldades que permeiam o processo de decisão em dar uma guinada na carreira, a primeira e, talvez a maior delas, consiste em dar o pontapé inicial, abandonar aquilo que se fazia antes e lidar com a insegurança de um futuro incerto. O peso dessa decisão também se agrava conforme o momento de vida em que a pessoa está. Pessoas com dívidas, casadas ou com filhos têm mais dificuldade de se permitirem correr esse risco. Muitos insistem em continuar no emprego, ainda que infelizes, enquanto refletem outras possibilidades profissionais. Entretanto, após um dia de trabalho, nem sempre sobra energia necessária para se dedicar a essa decisão tão importante.

mudanca de carreira no gente com genteDecidir o que fazer e qual direção seguir é a dificuldade que vem logo a seguir. Muitas pessoas não têm clareza de suas competências e potenciais, nem dos aspectos que precisam melhorar em si mesmas. Reservar um tempo para refletir sobre o assunto é fundamental, afinal, poucos se permitirão uma terceira chance de começar tudo do zero.

Investir tempo, energia e, muitas vezes, dinheiro em uma nova formação é outra dificuldade. Estabelecer uma rotina de estudos nem sempre é fácil para quem já se desabituou à vida acadêmica. Em alguns casos, ainda é necessário conciliar trabalho e estudos (família e filhos), já que nem todos possuem reservas financeiras suficientes para se manterem nesse período. Por fim, há ainda a pressão do mercado de trabalho competitivo, que prioriza mão de obra jovem e barata, e críticas de familiares e amigos, que nem sempre apoiam tal decisão.

Quais são os principais medos e dúvidas que a pessoa tem ao resolver mudar sua carreira ou se dedicar a um novo projeto?

Profª Fernanda – Dedicar-se a um novo projeto de vida envolve muitos medos e incertezas, afinal, é como mergulhar no desconhecido. Não é possível prever o futuro! Como comentei anteriormente, as dúvidas mais frequentes se referem aos possíveis rumos profissionais e à avaliação das habilidades e competências de cada um.

O medo de regredir profissionalmente está entre os maiores temores de quem resolve mudar de carreira, seguido ao medo do fracasso e o receio de uma nova frustração. A insegurança financeira decorrente da ausência de vínculo empregatício é outro temor altamente significativo.

Qual a importância de buscar ajuda profissional?

Profª Fernanda – Buscar ajuda profissional pode ser importante quando a pessoa, por si só, não consegue vencer essa crise. Para isso, o ideal é procurar profissionais especializados em orientação de carreira ou coaching, que possam ajuda-lo a traçar um panorama sobre as potenciais possibilidades profissionais e a planejar sua carreira, além de oferecer uma visão do cenário externo, das oportunidades existentes e das tendências do mercado; ou ainda um psicoterapeuta que o auxilie no processo de autoconhecimento, se for o caso.

coaching no gente com gente

Que conselhos você daria a quem está pensando em mudar de carreira?

Profª Fernanda – Fazer uma reflexão profunda sobre sua atual situação profissional e o nível de realização pessoal é o primeiro passo. Avalie seu grau de satisfação e motivação com seu atual trabalho, independente da remuneração. Diferencie insatisfações pontuais e momentâneas de insatisfações profundas e duradouras. Tente identificar aspectos e valores fundamentais para você seja em relação à vida, ao contato com as pessoas, a uma atividade profissional, ao meio ambiente e aos princípios morais em que você acredita. Cuidado com os modismos e as opiniões de terceiros, inclusive testes vocacionais amadores. Compare tudo isso com sua situação atual e se, ao final, você decidir que será mais feliz em outra área, por que não?

Entrevista concedida à Indicas por Fernanda Suguino, psicóloga (C.R.P. 06/72972) formada pela Univ. Mackenzie e pós-graduada pelo Naippe-USP. Professora de Recursos Humanos e Desenvolvimento Interpessoal. Site: gentecomgente.wordpress.com

Se você se interessou por este tema, também poderá gostar de Realização Pessoal – Qual é a sua?, Mudança de carreira… Você nunca pensou nisso? Por que tem gente que tem medo de crescer?

Imagens: Google Imagens

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A gente precisa descansar

importância das férias no "gentecomgente"

Tem horas que a gente precisa parar. Apesar do mundo competitivo em que vivemos, é importante saber respeitar os limites da nossa mente e do nosso corpo.

Quando parar? Esta é uma pergunta simples, mas que, na realidade, não se trata de uma decisão tão simples assim, já que a gente muitas vezes adia esse momento. Os motivos? São inúmeros!

Medo de perder o emprego, medo de comprometer a carreira, medo de ficar desatualizado, medo de ser passado para trás pelo colega de trabalho… Veja o que diz gente especialista no assunto!

Texto e foto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.

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Excesso de trabalho e a Síndrome de Burnout

Quem trabalha com pessoas ou outras atividades que podem gerar grande nível de stress, com certeza já deve ter ouvido o termo “Burnout”.

Falta de vontade de ir ao trabalho, pode ser comum por fatores que vão do cansaço à falta de motivação. Mas quando ir ao trabalho se torna uma tortura, a ponto de você não conseguir dormir bem à noite, sentir dor de barriga, dor de cabeça, dor de estômago, mal humor constante e sensação de esgotamento; cuidado, você pode estar sofrendo da “Síndrome de Burnout”.

combate ao stress no gentecomgente

Imagem por pt-br.paperblog.com

O que é isso?

O termo “Burnout” ficou como uma gíria inglesa utilizada para se referir a uma pane repentina de uma máquina ou equipamento, que sem motivo aparente, parava de funcionar. A partir de 1974, o termo também passou a ser utilizado em hospitais e clínicas, para se referir a usuários de droga, cuja a dependência tóxica os deixavam praticamente inválidos .

Atualmente, o termo é utilizado para designar um esgotamento físico e mental causado um stress ocupacional crônico, relacionado, principalmente, ao stress vivenciado no ambiente de trabalho.

Mais comum em profissionais que tem sob sua responsabilidade a vida de outras pessoas como médicos, enfermeiros, psicólogos, bombeiros, policiais, professores e pais, ninguém está livre do Burnout, que pode afetar toda e qualquer pessoa submetida a níveis altos e constantes de estresse, independente de sua profissão ou grau de instrução.

Estresse no gentecomgenteImagem por quironamooca.blogspot.com

O que gera o Burnout?

CAUSAS

O Burnout é causado por um conjunto de fatores como baixo nível de qualidade de vida gerados pela pressão do trabalho, trânsito e congestionamentos, cobrança interna, uma longa jornada de trabalho, alimentação inadequada e poucas horas de sono são fatores que, juntos, podem contribuir para o desenvolvimento do burnout.

SINTOMAS

O resultado são queda do sistema imunológico, doenças e dores recorrentes sem causa aparente, ausências no trabalho, baixo rendimento, alterações no apetite, alto grau de irritabilidade e baixa motivação.

entrando em parafuso no gentecomgenteImagem por br.taringa.net

Difícil de identificar, o Burnout é quase sempre a última opção entre os diagnósticos médicos, atestado somente após vários teste e exames de saúde, que não apontam para nenhuma enfermidade específica, que justifique o mal-estar.

O prejuízo que o Burnout gera para a saúde do funcionário e para o empregador são tão grandes, a ponto da ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida estar desenvolvendo projetos em parcerias com grandes empresas como Natura, Vivo, Procter&Gamble entre várias outras, para melhorar a gestão da saúde dos trabalhadores.

Trago abaixo um vídeo curto e esclarecedor, que pode resumir tudo isso para a gente, ilustrando a Síndrome de Burnout em professores.

Fonte: youtube.com

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Caso você já tenha passado por alguma situação semelhante e possa contribuir relatando sua vivência, caso tenha alguma dúvida ou pergunta sobre o tema, escreva para mim!

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Menos tempo, mais eficiência!

o tempo da gente é relativoÉ incrível observar o quanto rende mais o dia em que a gente está super atarefado e cheios de coisas para fazer, quando comparamos com aquele dia que parece que temos o dia todo pela frente, planejamos fazer mil coisas e no fim do dia, não fizemos quase nada.

Por que isso acontece?

Boa pergunta! Acredito que quando temos menos tempo, nos tornamos mais produtivos e fazemos cada minuto valer à pena. Aqueles 10 minutos que parecem pouco para começar algo se tornam, de repente, úteis e você entra no piloto automático de fazer as coisas sem refletir tanto se compensa começar ou não. O negócio é fazer e deixar pronto!

pintura de Frida Kahlo no gente com genteEntretanto, quando temos relativamente mais tempo livre (digo isso porque os dias tem, no fundo, a mesma duração), consumimos um tempo enorme pensando em aspectos pouco relevantes e que acabam atrapalhando a gente a dar o pontapé inicial.

Achamos que o tempo não será suficiente ou não estamos devidamente preparados ou que falta algo indispensável, mas nem sempre isso é verdade.

Organização do tempo

Esse é um tema cada vez mais importante nos dias atuais, nos quais a gente, com tantas responsabilidades entre trabalho, estudo, família e vida pessoal precisamos encontrar tempo para tudo.

A rotina pode ser algo importante, para ajudar você a gastar menos tempo com o assuntos que são de menor importância, como o ritual de se arrumar de manhã ou ler e-mails, por exemplo. O ideal é começar e terminar o que foi começado. Quanto menos pendências você deixar para trás sem resolver, menos tempo do seu dia será consumido com pensamentos como: “Eu não posso esquecer disso”, “Eu preciso fazer aquilo” e terá que pensar pelo menos duas vezes no mesmo assunto. Por que não fazer tudo de uma vez só?

Você costuma terminar o que começa ou prefere sempre deixar para depois?

Você também tem a sensação de que o seu dia rende mais quanto mais coisas você tem para fazer?

Escreva para a gente e conte a sua experiência!

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Imagem por dialogospoeticosimello.blogspot.com

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