Sem tempo? Experimente fazer terapia online!

terapia online no "gentecomgente"Quero dividir com vocês uma iniciativa interessante do psicólogo Elias Balthazar (CRP:08/18323), que criou o programa Terapia de Bolso. Trata-se de uma plataforma que oferece serviço de terapia online com psicólogos cadastrados em diferentes partes do Brasil. Online você seleciona o psicólogo de sua preferência, agenda sua sessão, faz o pagamento e é atendido aonde estiver.

Fazer terapia online pode soar um pouco estranho, mas considerando que para muitos o fator custo, tempo e deslocamento acabam sendo empecilhos para um levar um atendimento psicológico adiante, esta pode ser uma alternativa viável. E como tudo na vida, a gente se adapta a tudo, não é mesmo? Vídeo-conferências se popularizaram. A maioria dos aparelhos de celular permitem que você converse online com o mundo inteiro gratuitamente.
Então fica a dica do Terapia de Bolso, para acabar de vez com as desculpas e finalmente cuidar um pouco mais de você.

Conheça um pouco mais sobre o Terapia de Bolso no vídeo abaixo:

Para mais informações acesse: www.terapiadebolso.com.br

Resumindo:

A terapia online amplia o alcance da Psicologia, vencendo fronteiras físicas, geográficas e econômicas com a ajuda da tecnologia. Salvas as devidas restrições de sigilo e privacidade é, sem dúvidas, uma alternativa moderna para atender as necessidades do homem globalizado.

Por que fazer terapia?

Terapia não é coisa pra louco, como muita gente diz por aí. Quando o grau de loucura já se instalou, dificilmente há clareza de pensamento suficiente para um diálogo construtivo e transformador. Na verdade, terapia é uma medida preventiva para levar uma vida mais equilibrada diante dos inúmeros desafios que qualquer um de nós precisa superar diariamente no mundo moderno. E como tudo hoje pode ser feito online… Sim, terapia online também é possível!

Fazer terapia faz parte dos cuidados básicos de todo e qualquer ser humano. Cuidar do corpo e cuidar da mente são dois pilares fundamentais para uma vida saudável e equilibrada. Psicologia não é artigo de luxo!

Fazer terapia é contar com um profissional qualificado ao seu lado para lhe auxiliar a refletir sua vida, suas questões pessoais, profissionais e sociais de forma única e exclusiva. Pena que terapia ainda é uma realidade restrita a uma pequena parcela da população brasileira (e também alemã, onde moro atualmente). Ou você percebe uma situação diferente na sua cidade???

Terapia acessível deveria ser obrigatória

Sinceramente, acredito que terapia deveria ser um serviço oferecido e subvencionado obrigatoriamente por todo e qualquer sistema de saúde. Assim como todos (teoricamente) temos direito à Educação, atendimento médico e saneamento básico, deveríamos também ter direito à assistência e apoio psicológico.

Sim, eu sei! O SUS também oferece atendimento psicólogico. Mas sua abrangência está longe de levar os benefícios da Psicologia à população como um todo e ainda mais longe de ser capaz de atender as necessidades da população como deveria. Tenho certeza de que a maioria de nós tem consciência das limitações do serviço público e, cientes disso, muitas vezes apelamos para convênios médicos e atendimentos privados, que, obviamente, não são acessíveis para todo mundo. E infelizmente ainda menos acessível para quem realmente precisa…

Acredito que a Psicologia deveria ser popularizada, no sentido de ampliar e intensificar sua abrangência em diferentes campos de atuação, níveis sociais, econômicos, culturais e geográficos. Deveria estar presente nas creches, nas escolas, nos hospitais, no trabalho, no esporte, em casas de repouso… e em todos os lugares onde há pessoas, independente de sua cultura, religião, nível sócio-econômico e qualquer fator discriminatório que impeça a promoção da saúde como um todo, seja no âmbito físico ou emocional.

Afinal, ser saudável não significa apenas ter uma alimentação equilibrada ou taxas de colesterol sob controle. Ser saudável é ter corpo e MENTE em equilíbrio.

Ver mais sobre:

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
Reprodução parcial permitida com citação obrigatória do link de origem.

Ansiedade – o mal do século

pensamento-aceleradoMuitos dizem que a depressão é o mal do século, mas eu discordo. Acredito que o mal do século se chama ansiedade! Aquela vontade de antecipar o que ainda não aconteceu, de estar onde ainda não chegamos ou de ser o que ainda não somos.

Com tantos estímulos que recebemos do mundo à nossa volta é quase impossível não acelerar os pensamentos, estimular a imaginação ou simplesmente ficar parado. Novas tecnologias, apps, redes sociais, mundo virtual, televisão 3D e mil e outras coisas que roubam a nossa atenção a cada segundo. O mundo praticamente nos força a atender a essa necessidade de ser multi-task, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de ser competitivo, eficiente, produtivo. É como se também tivéssemos que estar à disposição 24 horas por dia. Sempre dispostos, cheios de energia, bem humorados e com boa aparência.

Claro que a ansiedade, por si só, não é algo negativo, muito pelo contrário. A ansiedade é inclusive necessária, pois ela cumpre um papel importantíssimo em nosso funcionamento psíquico. Graças a essa inquietação interna não nos deixamos ficar acomodados e estamos sempre em busca de mudanças, novidades e movimento. Mas por quê a ansiedade seria o mal do século?

A ansiedade passa a ser negativa quando essa energia fica parada ou é mal canalizada ou, claro, quando se sofre de transtornos de ansiedade (assunto para um próximo post). É negativo viver apenas nesse mundo imaginário de possibilidades infinitas, ocupando o tempo em fazer inúmeros planos sem equilibra-los com momentos de realizações concretas e palpáveis. Quando a gente se prende no mundo das possibilidades infinitas do nosso imaginário, sem conseguir definir objetivos ou fazer escolhas que possam ser concretizadas no futuro, vivemos no mundo do “como seria se…?”.

e-se-euSonhar, imaginar e teorizar essas possibilidades imaginárias nos exige tempo e energia imensuráveis. Tem gente que passa horas nesse mundo fictício do “se eu…”, mas tem ainda quem consuma meses, anos ou uma vida toda de pensamentos não concretizados. Quando nos damos conta do tempo que investimos em ideias que não chegaram nem no papel e ainda mais longe de se tornarem realidade, aí vem a frustração. Aquele sentimento de impotência, de fracasso e de inferioridade que detona a motivação e a autoestima. O tempo passou e você se dá conta que deu passos muito, muito menores do que poderia ter dado, pois estava mais focado nas possibilidades do que na realidade.

ansiedade-infantilEssa percepção geralmente acompanha as famosas crises da idade. A crise dos 30, 40, 50, 60 anos. São aqueles momentos em que paramos para analisar o que ficou para trás, quem nos tornamos e os rumos que a nossa vida tomou nesse tempo. Por vezes, olhamos para trás e sorrimos! Os filhos cresceram, a carreira progrediu, a qualidade de vida melhorou… Mas nem sempre é assim! 😦

Quando você se compara com as outras pessoas da sua idade ou até mais jovens e percebe que vocês estão longe de chegar num mesmo nível, a angústia aperta, o peito doi e o desespero pode bater à sua porta. Nesse ponto, você está fraco e vulnerável e se expõe mais facilmente à apatia, à melancolia e à temida depressão. É nesse ponto em que a gente se dá conta de quanto tempo foi investido no mundo do “e se…”. Enquanto você estava teorizando, sonhando e flutuando em pensamentos inconcretos, outros estavam aproveitamendo as chances que lhe passavam pela frente para crescer, evoluir e realizar seus sonhos.

Se eu correr o bicho pega, se eu ficar o bicho come!

Se ainda tiver sobrado tempo, força e motivação para dar os pulos necessários para chegar aonde você queria, corra atrás, mexa-se. Antes tarde do que nunca! Melhor reagir tarde do que ficar se lamentando pelo que você deixou de tentar ou fazer.

Portanto, tente mesmo que pareça tarde demais. Mesmo que não dê certo, a sua consciência agradecerá mais tarde por não ter que arrastar mais essa culpa. Não agir e culpar-se pelo que não fez também não ajuda você a sair do lugar e nem a se sentir melhor para seguir em frente. Fragilizado, com baixa autoestima e um histórico de fracassos é um prato cheio para que a depressão se instale.

Mal do século

Nem a ansiedade, nem a depressão são estados emocionais que surgiram com a chamada “modernidade”. Ambos são velhos conhecidos dos neurologistas, psicólogos e psiquiatras. Claro que o mundo mudou e muda a cada instante. A tecnologia se desenvolve a uma velocidade rasante e nós, seres humanos, continuamos a vir ao mundo com os mesmos “equipamentos” que tínhamos há séculos atrás. O nosso cérebro não sofreu upgrade, assim como nosso coração, pulmão e rins também continuam os mesmo dos nossos antepassados. Nós simplesmente aguçamos a nossa capacidade de adaptação para sobreviver e acompanhar as mudanças que nos cercam.

se-meu-fusca-falasseÉ como se a gente tivesse otimizado o nosso velho “Fusca” (corpo) para que ele fosse capaz de competir em uma corrida de Fórmula 1. O motor ainda é o mesmo, mas o piloto é mais ágil, a aerodinâmica foi aperfeiçoada e experimentamos correr riscos de forma inovadora. Vivemos contantemente expostos à desafios que exigem atenção, habilidade e superação. Esse estado constante de alerta aumenta os níveis de estresse e de ansiedade, que precisam ser extravasados de alguma forma.

roer-as-unhasTem gente que roi as unhas, tem gente que tem insônia, tem quem desconte na comida, no cigarro ou até no cartão de crédito. Cada um se adapta como pode, com os recursos internos que aprende e desenvolve ao longo da vida, seja sozinho ou em convivência com pessoas à sua volta. Há quem aposte nos cursos de ioga, na academia, na meditação… na tentativa de extravazar ou alcançar o tão comentado equilíbrio emocional. Mas também tem gente que se cansa ao longo do caminho, que desiste de correr ou entrega o trofeu pouco antes da linha de chegada.

Por isso, eu acredito que, antes da depressão tomar conta, há um complexo processo ansioso que antecede esse estado emocional e que, muitas vezes, fica em segundo plano. A depressão se torna a atriz principal enquanto todo o elenco secundário de estresse e ansiedade fica na obscuridade – o acúmulo de pressões, frustrações e decepções que se somaram a cada experiência insatisfatória e que fragilizam quem sofre de depressão. Por isso, defendo que a ansiedade é o mal do século. A depressão se aproveita dessa fragilidade para emergir de forma mais frequente e abrupta.

Ver também:

Dica de leitura:

augusto-cury-ansiedade-como-enfrentar-o-mal-do-seculo

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
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O mito da harmonia familiar

Quem disse que as relações familiares são fáceis? Os laços familiares são eternos, nem mesmo a distância ou a morte são capazes de encerra-los. Por mais que haja desentendimentos, pais nunca deixam de ser pais, irmãos nunca deixam de ser irmãos, ainda que, por qualquer motivo, o contato se (inter)rompam.

E mais complicado ainda é depois do casamento, quando duas famílias diferentes se (des)unem. Aí sim é que as relações ficam ainda mais confusas e os conflitos, mais aparentes! Não são raros os casais que sofrem interferência familiar em sua vida privada. De repente, a cama fica pequena: no meio, você e ele e, de cada lado, o “fantasma” dos pais de cada um, que os acompanham vivos ou mortos, presentes ou onipresentes.

viver_na_ sombra_dos_pais

A delimitação dos papeis (que já não é fácil em uma família isolada) se agrava pelo fato de se tratarem agora não de uma, mas de duas famílias. E, em pouco tempo, tomar a mais simples das decisões se transforma em um verdadeiro pesadelo, pois todos tem algo a dizer ou algum ponto para reclamar ou alguma exigência para fazer. Sempre tem alguém que não concorda ou que confronta a decisão do casal. De repente, todo mundo se sente no direito de dar a sua opinião, ainda que ninguém tenha perguntado por ela.

o mito da harmonia familiarClique na imagem para se aprofundar no tema.

Como se os desafios da vida a dois já não fossem suficientes, os sogros se sentem no direito de comparar a vida do jovem casal às experiências que eles vivenciaram em suas próprias vidas (geralmente há anos…), pois acreditam que já acumularam conhecimento e experiência de vida suficientes para “orienta-los”.

Assim, a interferência pode vir de todos os lados:

sogros_intereferem_no_casamento– seja no âmbito financeiro, quando questionam a maneira do casal lidar com a renda familiar (pior ainda, quando a família os apoia financeiramente);

– seja no âmbito individual, quando criticam características da personalidade de qualquer um dos membros do casal (por que fulano é tão reservado? tão calado? tão extrovertido? … – pior ainda é quando não há empatia com os sogros) ;

– seja no âmbito profissional, quando criticam o ramo do trabalho, a remuneração, o estresse, o número de horas fora de casa, entre outros detalhes (pior ainda, quando se trabalha na empresa/negócio da família);

– seja no âmbito afetivo, quando não respeitam a privacidade e os hábitos do casal (pior ainda, quando o casal mora em um imóvel de propriedade de um dos sogros ou próximo à residência de qualquer um deles – ou ainda quando os filhos são pouco assertivos e não sabem delimitar os limites da intereferência de seus próprios pais, às vezes, permitindo até que eles morem com o casal);

– seja na educação dos filhos, quando criticam os valores e o modo como o casal cria e educa os filhos (pior ainda, quando as crianças ficam sob os cuidados de qualquer um dos sogros)

familia_(des)unidaSe viver a dois, já não é fácil, imagine como é viver à seis! Mesmo que os sogros já tenham falecidos, suas lembranças, ensinamentos, valores, loucuras e censuras permanecem vivos nas gerações que os seguem.

Encontrei esse vídeo que, apesar de ser meio caseiro, mostra de forma bastante interessante as críticas das entrelinhas. Aquelas críticas (in)diretas carregadas de significados não-ditos, que incomodam, machucam e dificultam a convivência familiar.


E se no final, o relacionamento não der certo, eles fizeram tudo que podiam para apoiar, ajudar e orientar. Afinal, eles te amam e só queriam o melhor pra você e, obiamente, não tiveram nada a ver com o ocorrido. Claro!

excesso_de_amor_machuca

Eles só se esqueceram que excesso de amor também machuca!

Viver em família é um exercício diário de respeito mútuo e tolerância às diferenças individuais e isso, na maioria das vezes, não ocorre sem conflitos. É a família que nos proporciona a oportunidade de lapidar nossa personalidade, qualidades, defeitos e aprendizagens ao longo de anos de muito treino, paciência e amor. Esse amor é tão forte, que apesar do desgaste e dos conflitos da convivência diária, ele ainda é capaz de segurar os laços firmes. Afinal, não há rosas sem espinhos, né?

Leia também:

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
Reprodução parcial permitida com citação obrigatória do link de origem.

Psicologia sem divã

O_tempo_nao_passaJamais seria capaz de me comparar ao grande Alberto Caeiro, mas com o Fernando… até que temos algo em comum (afinal, me chamo Fernanda!). Mas não é esse o tema me motivou a postar este texto, mas sim, a identificação que eu sinto com poemas capazes de expressar o que a alma pensa nas situações mais corriqueiras da vida.

Acredito mais na Psicologia da realidade do que nas longas sessões sobre o divã (que Freud me perdoe por essa traição!). Por isso, gostaria de compartilhar dois poemas que eu poderia ler todos os dias e ainda assim, ter a impressão de que eles acabaram de ser escritos.

“Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?”
Fernando Pessoa

Essas palavras me inspiram a inventar tempo e energia para desfrutar os meus poucos amigos “reais”, para quem todo esse esforço vale realmente à pena!

Fernanda Suguino

  • Para além da curva da estrada
  • Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
  • E talvez apenas a continuação da estrada.
  • Não sei nem pergunto.
  • Enquanto vou na estrada antes da curva
  • Só olho para a estrada antes da curva,
  • Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
  • De nada me serviria estar olhando para outro lado
  • E para aquilo que não vejo.
  • Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
  • Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
  • Se há alguém para além da curva da estrada,
  • Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
  • Essa é que é a estrada para eles.
  • Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
  • Por ora só sabemos que lá não estamos.
  • Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
  • Há a estrada sem curva nenhuma.
  • Alberto Caeiro
  • A espantosa realidade das cousas
  • É a minha descoberta de todos os dias.
  • Cada cousa é o que é,
  • E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
  • E quanto isso me basta.
  • Basta existir para se ser completo.
  • Tenho escrito bastantes poemas.
  • Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
  • Cada poema meu diz isto,
  • E todos os meus poemas são diferentes,
  • Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
  • Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
  • Não me ponho a pensar se ela sente.
  • Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
  • Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
  • Gosto dela porque ela não sente nada.
  • Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
  • Outras vezes oiço passar o vento,
  • E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
  • Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
  • Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
  • Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
  • Porque o penso sem pensamentos
  • Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
  • Uma vez chamaram-me poeta materialista,
  • E eu admirei-me, porque não julgava
  • Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
  • Eu nem sequer sou poeta: vejo.
  • Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
  • O valor está ali, nos meus versos.
  • Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.
  • Alberto Caeiro

Finalmente de férias! E agora entediado???

As tão esperadas férias escolares estão aí! Finalmente chegou a hora de se divertir!!!!!! 

conceito brincar

Crianças em casa, família reunida, passeios ao ar livre e muito divertimento não é mais a realidade de muitos lares. A realidade é, no mínimo, muito diferente do que fazíamos nas nossas férias escolares. É impressionante observar como as crianças de hoje interpretam o conceito brincar, divertir-se, passear ou estar de férias.

As férias escolares na casa do Joãozinho

O Joãozinho disse que está brincando! Brincando?

diversao infantil

Eu o vejo sentado há pelo menos uma hora e meia em frente ao computador com um fone no ouvido. Não ouço uma palavra, uma risada, mal vejo um movimento…. Horas intermináveis de jogos no computador. E quando jogar perde a graça, é hora de “encontrar” os “AMIGOS” no Facebook.

Ele realmente gosta de computador, sabe mais do que eu! Até fala em estudar Informática quando crescer, diz o pai, orgulhoso! E quando eu pergunto, se o filho gosta de esportes, o pai ainda responde: – Ele é fascinado por futebol. Até pediu a última versão do Fifa EA Sports para Nintendo Wii no natal.

comprar fifa13

E se a mãe determinou o fim da cota de internet por hoje? Ele troca o monitor do computador pela televisão, pelo vídeo game, pelo DVD, pelo Blue-Ray e por aí vai…

Os brinquedos, jogos e bolas que ele ganhou de presente de aniversário, no dia das crianças e por ter passado de ano em matemática já estão criando teia de aranha….

Isso quando ele não tem natação três vezes por semana (o pediatra disse que natação é um ótimo esporte!), inglês às terças e quintas (falar inglês é fundamental nos dias de hoje) e aulas de guitarra às sextas-feiras (afinal, uma pouco de diversão também faz bem!).

ingles para criancas

Ah! Às vezes, ele vai ao shopping aos sábados, comer um lanche do McDonald´s e ver um filme com os “amiguinhos”.

E no domingo?

Acordar cedo para ir à praia, nem pensar! Nas férias, Joãozinho dificilmente se levanta antes das 10h. (Está em fase de crescimento!). Às vezes, também fazemos passeios em família, diz a mãe orgulhosa! Joãozinho vai atrás, no carro. Ao longo do percursso, muitas vezes, ele perfere curtir suas músicas preferidas (= iPod + fone de ouvido) ou se concentrar em seu novo desafio no PSP Go (traduzindo= jogo eletrônico portátil, para os mais antigos *ver imagem abaixo) a conversar com a “família”!

psp go barato

E aí, eu perguntei, no consultório: – E aí, Joãozinho, como foi de férias?

Entediado, ele responde: – Foram boas!

depressao infantil

A mãe, desesperada, não entende como Joãozinho pode estar tão depressivo… Esse menino tem de tudo,  meu Deus!

Será que tem mesmo????

Observe como o seu filho está “aproveitando” as tão esperadas férias escolares.

Desculpem-me pelo texto irônico, mas se o Aurélio ainda sabe o que diz, brincar ainda significa outra coisa.

Depois, não entendemos “Por que as crianças se estressam?“!

estresse_infantil

Ver também: 

“Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não, seu PREÇO.” – ver mais frases

Comente: o que significa brincar pra você????

crianca feliz

Imagens: google.com

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
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Pais e filhos: uma relação de amor e ódio

Quem tem filhos sabe o quanto essa relação é marcada por momentos de altos e baixos. Amor e ódio fazem parte da história de todas as famílias, quer a gente possa assumir ou não sentimentos tão contraditórios entre pessoas tão próximas.

relacao pais e filhos no gentecomgente

Pais desejam o melhor para seus filhos, mas esses desejos nem sempre vão de encontro ao que os filhos desejam para si mesmos. Apesar de adolescentes ainda não serem plenos de escolhas, não se pode negar que eles já tem um caráter formado, uma identidade única e gostos próprios. Ainda que isso não agrade a seus pais!

Pais que amam seus filhos, precisam trabalhar a tolerância para aceitar as diferenças. Não é fácil aceitar que os filhos, muitas vezes, resolvem seguir caminhos diferentes daqueles que foram planejados por seus pais.

Vale à pena refletir!

Muitos filhos não sabem amar, porque não se sentem verdadeiramente amados!???? Pense nisso!

Esse vídeo é comico e trágico ao mesmo tempo, mas ilustra perfeitamente o papel de vítima, tão comum e tão cômodo, assumido por pais e filhos frente aos conflitos.

E para entender melhor esse processo, confira aqui a a opinião de um especialista sobre o assunto:

Ver também:

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Nunca é tarde para a gente aprender algo novo!

Aprender algo novo é abrir horizontes para novas oportunidades. Conhecer gente nova pode significar muito mais do que ampliar o círculo de amigos. Aprender uma nova profissão pode ser muito mais do que estudar. Conhecer uma nova cidade poder ser mais do que fazer turismo. Esse “poder” depende de você!

como_mexer_no_iphone_no_gente-com-genteAprender permite com que a gente tenha o poder de transformar. Poder nos dois sentidos da palavra:  o poder de decisão e o poder de ter a chance de experimentar algo novo, nem que seja para dizer depois que não gostou.  Aprender de verdade está relacionado à vivência, à prática e à realidade. Antes de tudo, a gente precisa querer aprender (ou precisar. Poucas motivos se sobrepõem à necessidade).

Imagem: apple.com

Querer… querer aprender minimiza o esforço e, ao mesmo tempo, amplia o prazer e a gratificação pelo retorno de ser capaz de executar algo novo.  A necessidade de aprender um novo idioma morando num país estranho, a necessidade de aprender a dirigir para tornar a vida mais cômoda, a necessidade de acompanhar os avanços da tecnologia para não ficar de fora… Tudo isso torna o esforço muito mais leve.

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Imagem: Stefan Nöbel-Heise

Por que tem gente que não aprende?

Dificilmente a gente não aprende por não ser capaz de aprender. A gente não aprende porque não quer aprender. Falta vontade, falta motivação, falta sentido, falta concentração, falta tudo! A gente não aprende por não conseguir responder a pergunta:

— Aprender pra quê?

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Imagem: John Dow / photocase

Se a gente não gosta daquilo, não se identifica e/ou não precisa, está completa a barreira para o aprendizado. E aí, cada minuto dedicado a isso é penoso, difícil, intragável. Insistir em aprender assim só vai transformar essa experiência em mais uma daquelas mil coisas que você aprendeu um dia, usou pouco (ou nunca usou) e já esqueceu há tempos. Assim, você literalmente desperdiçou seu tempo.

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Imagem: Museum Follwang, 2011

É por isso, que muita coisa que a gente aprende na escola simplesmente se esconde em algum lugar nebuloso da nossa mente. Do que a gente se lembra??? Do tédio, do sofrimento e das horas investidas em algo que não nos trouxe prazer algum. Repetir essa experiência negativa, faz com que o nosso cérebro registre que aprender é ruim, se fechando para aprender novamente (afinal, aprender é interpretado como algo negativo).

Depois de anos de aprendizado forçado na escola, muitos jovens preferem dar um tempo.

Chega de aprender! Chega de sofrer!

Muita gente aprende o verdadeiro sentido do aprendizado na vida adulta:  o prazer proporcionado por se fazer aquilo que gosta. Aí, é hora de fazer um curso de artesanato, é o momento de fazer uma segunda faculdade ou investir no esporte, na dança e na arte. Não se sinta surpreso(a), se de repente você descobrir que precisa de uma vida nova, onde o fazer o que gosta passa a ser prioridade. Alguns resolvem mudar de profissão, abrem o próprio negócio ou investem em hobbys e viagens.

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Quando a gente aprende de verdade, a gente se descobre enquanto pessoa, dá ao mundo que nos cerca um colorido diferente e vê as dificuldades com outros olhos. Mudamos prioridades, mudamos  os hábitos, o guarda-roupas, o círculo de amigos e até de namorado(a). Tudo isso é apenas o sintoma de tentar ser a gente mesmo e deixar o mundo que nos cerca com a nossa cara.

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Tem gente que chama isso de ficar velho, de rebeldia ou de criancice. Eu chamo isso de aprendizado!

Se você se interessou por esse tema, também poderá gostar de “SEMPRE podemos ver as coisas de um jeito diferente“.

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
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