Ansiedade – o mal do século

pensamento-aceleradoMuitos dizem que a depressão é o mal do século, mas eu discordo. Acredito que o mal do século se chama ansiedade! Aquela vontade de antecipar o que ainda não aconteceu, de estar onde ainda não chegamos ou de ser o que ainda não somos.

Com tantos estímulos que recebemos do mundo à nossa volta é quase impossível não acelerar os pensamentos, estimular a imaginação ou simplesmente ficar parado. Novas tecnologias, apps, redes sociais, mundo virtual, televisão 3D e mil e outras coisas que roubam a nossa atenção a cada segundo. O mundo praticamente nos força a atender a essa necessidade de ser multi-task, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de ser competitivo, eficiente, produtivo. É como se também tivéssemos que estar à disposição 24 horas por dia. Sempre dispostos, cheios de energia, bem humorados e com boa aparência.

Claro que a ansiedade, por si só, não é algo negativo, muito pelo contrário. A ansiedade é inclusive necessária, pois ela cumpre um papel importantíssimo em nosso funcionamento psíquico. Graças a essa inquietação interna não nos deixamos ficar acomodados e estamos sempre em busca de mudanças, novidades e movimento. Mas por quê a ansiedade seria o mal do século?

A ansiedade passa a ser negativa quando essa energia fica parada ou é mal canalizada ou, claro, quando se sofre de transtornos de ansiedade (assunto para um próximo post). É negativo viver apenas nesse mundo imaginário de possibilidades infinitas, ocupando o tempo em fazer inúmeros planos sem equilibra-los com momentos de realizações concretas e palpáveis. Quando a gente se prende no mundo das possibilidades infinitas do nosso imaginário, sem conseguir definir objetivos ou fazer escolhas que possam ser concretizadas no futuro, vivemos no mundo do “como seria se…?”.

e-se-euSonhar, imaginar e teorizar essas possibilidades imaginárias nos exige tempo e energia imensuráveis. Tem gente que passa horas nesse mundo fictício do “se eu…”, mas tem ainda quem consuma meses, anos ou uma vida toda de pensamentos não concretizados. Quando nos damos conta do tempo que investimos em ideias que não chegaram nem no papel e ainda mais longe de se tornarem realidade, aí vem a frustração. Aquele sentimento de impotência, de fracasso e de inferioridade que detona a motivação e a autoestima. O tempo passou e você se dá conta que deu passos muito, muito menores do que poderia ter dado, pois estava mais focado nas possibilidades do que na realidade.

ansiedade-infantilEssa percepção geralmente acompanha as famosas crises da idade. A crise dos 30, 40, 50, 60 anos. São aqueles momentos em que paramos para analisar o que ficou para trás, quem nos tornamos e os rumos que a nossa vida tomou nesse tempo. Por vezes, olhamos para trás e sorrimos! Os filhos cresceram, a carreira progrediu, a qualidade de vida melhorou… Mas nem sempre é assim! 😦

Quando você se compara com as outras pessoas da sua idade ou até mais jovens e percebe que vocês estão longe de chegar num mesmo nível, a angústia aperta, o peito doi e o desespero pode bater à sua porta. Nesse ponto, você está fraco e vulnerável e se expõe mais facilmente à apatia, à melancolia e à temida depressão. É nesse ponto em que a gente se dá conta de quanto tempo foi investido no mundo do “e se…”. Enquanto você estava teorizando, sonhando e flutuando em pensamentos inconcretos, outros estavam aproveitamendo as chances que lhe passavam pela frente para crescer, evoluir e realizar seus sonhos.

Se eu correr o bicho pega, se eu ficar o bicho come!

Se ainda tiver sobrado tempo, força e motivação para dar os pulos necessários para chegar aonde você queria, corra atrás, mexa-se. Antes tarde do que nunca! Melhor reagir tarde do que ficar se lamentando pelo que você deixou de tentar ou fazer.

Portanto, tente mesmo que pareça tarde demais. Mesmo que não dê certo, a sua consciência agradecerá mais tarde por não ter que arrastar mais essa culpa. Não agir e culpar-se pelo que não fez também não ajuda você a sair do lugar e nem a se sentir melhor para seguir em frente. Fragilizado, com baixa autoestima e um histórico de fracassos é um prato cheio para que a depressão se instale.

Mal do século

Nem a ansiedade, nem a depressão são estados emocionais que surgiram com a chamada “modernidade”. Ambos são velhos conhecidos dos neurologistas, psicólogos e psiquiatras. Claro que o mundo mudou e muda a cada instante. A tecnologia se desenvolve a uma velocidade rasante e nós, seres humanos, continuamos a vir ao mundo com os mesmos “equipamentos” que tínhamos há séculos atrás. O nosso cérebro não sofreu upgrade, assim como nosso coração, pulmão e rins também continuam os mesmo dos nossos antepassados. Nós simplesmente aguçamos a nossa capacidade de adaptação para sobreviver e acompanhar as mudanças que nos cercam.

se-meu-fusca-falasseÉ como se a gente tivesse otimizado o nosso velho “Fusca” (corpo) para que ele fosse capaz de competir em uma corrida de Fórmula 1. O motor ainda é o mesmo, mas o piloto é mais ágil, a aerodinâmica foi aperfeiçoada e experimentamos correr riscos de forma inovadora. Vivemos contantemente expostos à desafios que exigem atenção, habilidade e superação. Esse estado constante de alerta aumenta os níveis de estresse e de ansiedade, que precisam ser extravasados de alguma forma.

roer-as-unhasTem gente que roi as unhas, tem gente que tem insônia, tem quem desconte na comida, no cigarro ou até no cartão de crédito. Cada um se adapta como pode, com os recursos internos que aprende e desenvolve ao longo da vida, seja sozinho ou em convivência com pessoas à sua volta. Há quem aposte nos cursos de ioga, na academia, na meditação… na tentativa de extravazar ou alcançar o tão comentado equilíbrio emocional. Mas também tem gente que se cansa ao longo do caminho, que desiste de correr ou entrega o trofeu pouco antes da linha de chegada.

Por isso, eu acredito que, antes da depressão tomar conta, há um complexo processo ansioso que antecede esse estado emocional e que, muitas vezes, fica em segundo plano. A depressão se torna a atriz principal enquanto todo o elenco secundário de estresse e ansiedade fica na obscuridade – o acúmulo de pressões, frustrações e decepções que se somaram a cada experiência insatisfatória e que fragilizam quem sofre de depressão. Por isso, defendo que a ansiedade é o mal do século. A depressão se aproveita dessa fragilidade para emergir de forma mais frequente e abrupta.

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Dica de leitura:

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Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
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Mudança de carreira: quando a gente deve pensar nisso?

avaliacao de carreira no gentecomgente

Segue em primeira mão a entrevista que concedi ao Indicas.com.br:

Quais são os principais motivos que levam as pessoas a mudar de carreira?

Profª Fernanda – Os jovens brasileiros precisam decidir, muito cedo, os rumos do seu futuro profissional. Com 18 anos, muitos ainda são imaturos e não tem clareza sobre seus objetivos pessoais, muito menos, profissionais. A concorrência acirrada do mercado de trabalho os obriga, apesar da insegurança, a definir o que cursarão na universidade e a ingressar o quanto antes no mercado de trabalho. Assim começa a vida profissional de muitos brasileiros! Quando não há uma identificação profunda entre a carreira e os valores e objetivos pessoais, ou seja, quando não é possível encontrar realização pessoal no trabalho, as pessoas se frustram. Com o tempo, a rotina do trabalho as consome. Elas se sentem infelizes e sem perspectiva, mesmo tendo alcançado uma remuneração razoável.

Além da falta de realização pessoal no trabalho, há ainda outros motivos que levam as pessoas a mudarem de carreira ao longo da vida como: mercado de trabalho saturado e motivos relacionados à história de vida de cada um, que podem ou não, estarem relacionados ao trabalho. Assim, incluem-se motivos como: lesões ou traumas decorrentes de acidentes, doenças e tratamentos de saúde, mudança de cidade, estado ou país; relacionamentos afetivos, relacionamento familiar, filosofia de vida, religião entre outros.

insatisfacao no trabalho no gente com genteQuais são as insatisfações que elas apresentam com o trabalho que possuem, mesmo que estejam ganhando dinheiro?

Profª Fernanda – Quem não possui realização pessoal no trabalho entende como ninguém que dinheiro não é tudo. Mesmo com um salário razoável ou, até mesmo, acima da média, a pessoa se sente infeliz. Há uma sensação de falta de harmonia, como se o trabalho o afastasse ou prejudicasse a realização de seus objetivos pessoais. O tempo e energia investidos no trabalho podem chegar a ser vistos como desperdício de oportunidades de se fazer outras coisas.

As insatisfações costumam surgir sob a forma de queixas corriqueiras relacionadas à distância entre casa e trabalho, trânsito, estresse, clima de trabalho desarmônico, dificuldades de relacionamento com colegas e/ou com superiores, dificuldade em cumprir prazos e horários ou simplesmente, apenas uma sensação de desconforto ou falta de motivação sem explicação aparente.

Se o dinheiro fosse o único retorno almejado em uma profissão, o trabalho voluntário não existiria. Não existe profissão perfeita, existem as que mais se adaptam ou se afastam do perfil de cada um.

Tem quem seja feliz sendo piloto de avião, mas também há quem morra de medo de altura e sequer possa se imaginar nesta situação, não é mesmo?

orientacao profissional no gente com genteE por que muitas pessoas demoram para mudar de carreira?

Profª Fernanda – Em muitos casos, é necessário experimentar a profissão, vivenciar a rotina, desempenhar diferentes ocupações dentro da profissão para poder se decidir (com um pouco mais de segurança) se aquela realmente não é a carreira dos sonhos. E isso leva tempo. Por isso, a mudança nem sempre é imediata.

A vontade de ser independente financeiramente faz com que muita gente agarre a primeira oportunidade que vê pela frente. E depois de alguns anos, já com conhecimentos mais consolidados sobre o assunto, experiência na área, uma certa estabilidade no emprego, pendências financeiras e o avançar da idade falta coragem para começar tudo de novo.

Quais as maiores dificuldades que elas enfrentam nesse processo?

Profª Fernanda – A maioria das pessoas leva alguns anos até descobrir que são infelizes no que fazem. Dentre as dificuldades que permeiam o processo de decisão em dar uma guinada na carreira, a primeira e, talvez a maior delas, consiste em dar o pontapé inicial, abandonar aquilo que se fazia antes e lidar com a insegurança de um futuro incerto. O peso dessa decisão também se agrava conforme o momento de vida em que a pessoa está. Pessoas com dívidas, casadas ou com filhos têm mais dificuldade de se permitirem correr esse risco. Muitos insistem em continuar no emprego, ainda que infelizes, enquanto refletem outras possibilidades profissionais. Entretanto, após um dia de trabalho, nem sempre sobra energia necessária para se dedicar a essa decisão tão importante.

mudanca de carreira no gente com genteDecidir o que fazer e qual direção seguir é a dificuldade que vem logo a seguir. Muitas pessoas não têm clareza de suas competências e potenciais, nem dos aspectos que precisam melhorar em si mesmas. Reservar um tempo para refletir sobre o assunto é fundamental, afinal, poucos se permitirão uma terceira chance de começar tudo do zero.

Investir tempo, energia e, muitas vezes, dinheiro em uma nova formação é outra dificuldade. Estabelecer uma rotina de estudos nem sempre é fácil para quem já se desabituou à vida acadêmica. Em alguns casos, ainda é necessário conciliar trabalho e estudos (família e filhos), já que nem todos possuem reservas financeiras suficientes para se manterem nesse período. Por fim, há ainda a pressão do mercado de trabalho competitivo, que prioriza mão de obra jovem e barata, e críticas de familiares e amigos, que nem sempre apoiam tal decisão.

Quais são os principais medos e dúvidas que a pessoa tem ao resolver mudar sua carreira ou se dedicar a um novo projeto?

Profª Fernanda – Dedicar-se a um novo projeto de vida envolve muitos medos e incertezas, afinal, é como mergulhar no desconhecido. Não é possível prever o futuro! Como comentei anteriormente, as dúvidas mais frequentes se referem aos possíveis rumos profissionais e à avaliação das habilidades e competências de cada um.

O medo de regredir profissionalmente está entre os maiores temores de quem resolve mudar de carreira, seguido ao medo do fracasso e o receio de uma nova frustração. A insegurança financeira decorrente da ausência de vínculo empregatício é outro temor altamente significativo.

Qual a importância de buscar ajuda profissional?

Profª Fernanda – Buscar ajuda profissional pode ser importante quando a pessoa, por si só, não consegue vencer essa crise. Para isso, o ideal é procurar profissionais especializados em orientação de carreira ou coaching, que possam ajuda-lo a traçar um panorama sobre as potenciais possibilidades profissionais e a planejar sua carreira, além de oferecer uma visão do cenário externo, das oportunidades existentes e das tendências do mercado; ou ainda um psicoterapeuta que o auxilie no processo de autoconhecimento, se for o caso.

coaching no gente com gente

Que conselhos você daria a quem está pensando em mudar de carreira?

Profª Fernanda – Fazer uma reflexão profunda sobre sua atual situação profissional e o nível de realização pessoal é o primeiro passo. Avalie seu grau de satisfação e motivação com seu atual trabalho, independente da remuneração. Diferencie insatisfações pontuais e momentâneas de insatisfações profundas e duradouras. Tente identificar aspectos e valores fundamentais para você seja em relação à vida, ao contato com as pessoas, a uma atividade profissional, ao meio ambiente e aos princípios morais em que você acredita. Cuidado com os modismos e as opiniões de terceiros, inclusive testes vocacionais amadores. Compare tudo isso com sua situação atual e se, ao final, você decidir que será mais feliz em outra área, por que não?

Entrevista concedida à Indicas por Fernanda Suguino, psicóloga (C.R.P. 06/72972) formada pela Univ. Mackenzie e pós-graduada pelo Naippe-USP. Professora de Recursos Humanos e Desenvolvimento Interpessoal. Site: gentecomgente.wordpress.com

Se você se interessou por este tema, também poderá gostar de Realização Pessoal – Qual é a sua?, Mudança de carreira… Você nunca pensou nisso? Por que tem gente que tem medo de crescer?

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Por que tem gente que tem medo de crescer?

crescer no "gentecomgente"Quando a gente é pequeno, somos incentivados a falar abertamente tudo o que pensamos. Falar sobre os nossos sentimentos, as nossas impressões, a nossa opinião sobre tudo e todos. E como criança não mente, falar não basta, temos que dizer a verdade.

Mas, o mais contraditório de tudo isso, é o fato de que, com o passar do tempo, a gente tem que aprender a ficar em silêncio ou a manter distância daqueles que, até então, eram considerados parte da família, amigos ou até, parentes.

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ser adulto no "gentecomgente"Deixar de ser criança para ser adulto significa começar a entender coisas como estas!

Quando a gente se torna adulto, descobrimos muitas coisas estranhas no relacionamento entre as pessoas, que talvez nunca passaram pela nossa cabeça.

Imagem por pilaointenso.com.br

Descobrimos que a vida é um grande jogo de interesses, onde quem vence não é quem sempre diz a verdade ou quem sempre tira as melhores notas ou quem sempre faz tudo certo, como devia ser.

Daí, talvez, a decepção que muitos enfrentam quando, finalmente, se tornam adultos. Descobrimos que muitos castelos eram mesmo de areia e se desfazem com uma simples onda. Descobrimos que muitas fantasias de criança eram mentiras que foram contadas por pessoas em quem tanto confiávamos. Descobrimos que há coisa que é melhor a gente NÃO dizer.

medo de crescer no "gentecomgente"Ser adulto, significa conhecer o lado obscuro da vida e ser capaz de superar as marcas que tantas omissões, segredos e mentiras acabam deixando em nós.

Imagem por carlamoraes.wordpress.com

Ser adulto significa ainda ser capaz de rir dos problemas e se divertir com o dia a dia, apesar de todas as exigências que o “ser adulto” requer de cada um de nós. Ainda assim, são inúmeros aqueles que sonham em fazer 18 anos e, finalmente, serem maiores de idade!

Mas, só depois que esse momento chega é que podemos dizer como é fazer 18 anos e o seu real significado, não é mesmo? Como foi com você? Conte a sua experiência e ajude milhões de jovens a superar essa linha tão tênue e tão distante ao mesmo tempo.

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Relacionamentos internacionais

Namorar alguém que a gente já conhece há tempos, nem sempre é fácil. Quando o parceiro ou parceira é de uma cidade diferente da nossa, já notamos diferenças que vão desde a maneira de falar, de vestir, nos hábitos alimentares e tantos outros pequenos detalhes. Agora, imagine como é, quando a gente tem um relacionamento binacional…

casamento binacional no "gentecomgente"Relacionamentos binacionais, ou seja, com estrangeiros, costumam exigir ainda mais de nós do que um namoro com alguém de mesma nacionalidade.

Imagem por legatto.blogspot.com

Desafios

As diferenças são inúmeras, a começar pelo idioma, e é necessário que a gente tenha ainda mais jogo de cintura e paciência para vencer os desafios que surgem todos os dias.

Você já passou por isso? Se sim, talvez possa confirmar o que eu estou dizendo.

Mais do que afetividade e carícias, conseguir expressar nossos pensamentos e emoções é fundamental para se sentir bem consigo mesmo e para seja possível conhecer melhor um ao outro.

mal entendidos nos relacionamentos no "gente com gente"As diferenças culturais são ainda maiores e, por isso, o autoconhecimento é fundamental. E por quê? Porque é natural que cada um tenha a tendência de tentar fazer com que seu idioma, hábitos e cultura prevaleçam à do outro.

Conhecer os nossos próprios limites, medos, inseguranças, anseios e propósitos de vida pode evitar que a gente se perca nessa confusão de identidades, considerando, inclusive, a identidade cultural.

Imagem por oyasumidramas.blogspot.com

Claro que muitos outros fatores também devem ser levados em consideração, como o local em que o casal está estabelecido e planos para o futuro, por exemplo. Se o parceiro ou parceira é apenas turista, também é importante pensar como vocês vão fazer para manter o relacionamento, já que a distância é um fator complicado quando o assunto é amor, não é mesmo?

Razão e emoção

relacionamento internacional no "gentecomgente"Imagem por sempretops.com

Nessas horas, apesar dos sentimentos, é importante contar com a razão para avaliar as chances reais da união ir adiante. E mesmo que vocês pensem em casamento, avalie os prós e os contras antes de tomar uma decisão tão importante. Apesar de parecer uma atitude fria e racional, avaliações como essas podem evitar o sofrimento de ficar preso a um relacionamento utópico, ilusório ou virtual, que, muitas vezes, não passa de um conto de fadas.

relacionamento à distância no "gentecomgente"Imagem por veja.abril.com.br

E como se tudo isso já não fosse suficiente, há ainda o fato de haver questões específicas como obter um visto de permanência, como vencer a distância, o fuso horário entre outros detalhes. Sem contar que cada nacionalidade enfrenta dificuldades diferentes. Isso faz com que muita gente que passe por essa situação tenha dificuldades de dividir o assunto com amigos e conhecidos, que desconheçam essa vivência.

Então, se você já passou por uma experiência como essa, conte sua história e ajude outros, que como você, também estão passando por isso!

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Fim de relacionamento? Saiba como superar a dor

término de namoroFim de relacionamento é um desses assuntos que a gente poderia conversar por horas. Por isso, vou organizar por partes, para não ficar tão longo.

Imagem por silentdevotion.cyncardoso.net

Parte I – Quem nunca chorou por amor?

Relacionamentos nem sempre são complicados, mas também não são a coisa mais simples do mundo. Quando o assunto é relacionado a namoro, casamento ou parceiro amoroso, a gente sempre fica mais sensível. Assuntos do coração são capazes fazer qualquer um derramar algumas lágrimas. Quem nunca chorou por amor?

Claro que muitas vezes, o motivo desse choro é a dor que o amor provoca na gente. E por esses assuntos, é comum que a gente chore baixinho no cantinho do quarto com a porta fechada. Basta a gente conhecer alguém um pouco melhor e sobre amor, frustrações e sofrimento, todo mundo tem, sempre uma história para contar.

Mas nada como um ombro amigo para a gente colocar para cima quando estamos nesses momentos difíceis. É normal não termos vontade de fazer nada, de ver ninguém e de ficar quietinho no nosso canto, preso aos nossos pensamentos e fixado nas nossas lembranças.

O que fazer com a tristeza do fim de um relacionamento?

garfieldMas quando um relacionamento termina, evite ficar em casa sozinho, olhando para aquelas fotos de vocês dois juntos, relendo as cartas do seu (ex) amor ou relembrando cada situação que passaram nesse tempo todo. Isso só faz a gente se sentir ainda pior.
Imagem por sabrinamix.multiply.com

Também não estou dizendo para fingir que nada aconteceu, afinal, um relacionamento é parte da nossa vida e representa lembranças não só do outro, mas também lembranças suas que podem durar o tempo que você quiser. Chorar é inevitável, mas chorar por horas, por dias ou por semanas não vai trazer o seu amor de volta.

Como reorganizar sua vida e sua cabeça sem piorar ainda mais as coisas?

E se o relacionamento acabou, a gente tem que tentar entender o motivo antes de reações impulsivas como telefonar ou escrever e-mails descarregando caminhões de culpas. Com certezas tiveram coisas boas e coisas ruins. Tente se lembrar do que foi bom e, apesar de tudo, muitas experiências valeram a pena, não valeram?

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Se as coisas não andavam bem, se vocês brigavam toda hora por qualquer coisa, também é um sinal de que não estavam bem juntos. Repense se não ficou nada por dizer, se não esqueceu de nada que devesse pedir desculpas. Pense antes de falar. Nesses momentos, acabamos dizendo o que vem na cabeça, no calor das emoções e podemos acabar por piorar as coisas com ofensas e desrespeitos.

Se livrando da mágoa e do que não foi dito

O primeiro passo é ficar com a consciência limpa e tranquila de que fizemos tudo o que devíamos. Se você está passando por isso, pense se você já fez isso?

O que você faz quando alguém que você realmente gostava diz que não te quer mais?

Sim, acredite, ainda depois de tudo isso podemos ver a vida de um jeito diferente! Confira aqui um exemplo que pode ajudar você a superar a dor.

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