Sobrepeso, obesidade e autoestima

Muito se fala sobre a necessidade de amar e valorizar a si mesmo. Ser capaz de se olhar no espelho e se aceitar como é, gostar do que vê e de automotivar independente de nossas qualidades e defeitos. Claro que a imagem refletida no espelho é apenas uma parte de nós e muito se esconde por trás dela. Mas uma rápida olhada no espelho nos permite saber como anda a nossa autoestima. Este é um ato tão automático que nem nos damos conta de como reagimos ao que vemos.

Eu X Eu mesmo

Como anda o seu relacionamento frente ao espelho (ou melhor, com você mesmo)?
geracao-obesa

– Confiante:

Admira sua imagem com vaidade, encoraja-se para os desafios dizendo palavras de incentivo para si mesmo. Mostra os dentes. Sorri! Está satisfeito com o que vê e acredita que tudo vai dar certo, porque você está com tudo em cima!

– Crítico:

Procura defeitos e tudo o que poderia melhorar. Ajeita o cabelo, analisa as marcas de expressão no rosto, estica a camisa, dá um tapinha na barriga e pensa em tudo o que ainda há por fazer. Olha o relógio, em cima da hora de novo? Imagina a pilha de afazeres que ainda não foi concluída e tudo o que você deveria ter feito e ainda não fez…

– Inseguro:

As olheiras estão horríveis. E esse cabelo então, nem se fala? Essa roupa de novo? A barriga pulando pra fora da calça? Melhor disfarçar com uma blusa mais folgada… Ah, não tem jeito mesmo! Você se sente inseguro, cansado e desmotivado. Melhor seria ficar em casa, mas o jeito é sair de casa assim mesmo para não chegar atrasado novamente.

– Conformado:

Que fazer? Bem que você podia estar melhor, mas alguns defeitos te acompanham a tanto tempo, que você já os aceita como parte de você. A idade está chegando, aquela “fofura” abdominal, ombros caídos e um cansaço diário… Talvez você já tenha até feito algo para mudar ou esteja fazendo, mas como a mudança está demorando para aparecer, o jeito é ir levando…

Enfim, você anda evitando o espelho?

Provavelmente porque não anda muito satisfeito com a imagem que ele reflete de você, principalmente quando você detecta aqueles quilinhos a mais nos lugares mais indesejados, mas que insistem em não querer te deixar sozinho. Não desista de você! Afinal, se sentir-se motivado e radiante fosse tão fácil, você não estaria se sentindo assim!

Frente à frente com você mesmo

Ao ver o nosso reflexo no espelho nos confrontamos com a nossa aparência física, que é obviamente acompanhada de todos os nossos valores, crenças, auto-críticas, preconceitos, inseguranças, medos e sentimentos diversos. A nossa imagem no espelho reflete o nosso estado de espírito, a nossa autoestima e o nosso nível de energia.

Se você não está se sentindo bem consigo mesmo, com certeza, não ficará satisfeito com o que vê à sua frente. Mas não se culpe, a grande maioria das pessoas não se sente tão confiante asssim. Por um lado, um certo alívio por não estar sozinho nesse barco; por outro, pena que pouca gente se sinta tão bem consigo mesmo. Saiba apenas, você não é o único responsável por essa situação e você não culpado por isso. Pelo contrário!

Terapia ajuda nesse caso?

Em outros tempos, eu diria que uma terapia poderia lhe ajudar a lidar melhor com sua autoimagem, auxiliar a se aceitar melhor e conviver de forma mais harmoniosa com os defeitos e limitações que todo mundo tem. Mas é claro que a terapia jamais vai modificar sua imagem no espelho.

O fato é que eu descobri que nunca fomos tão vítimas de um marketing negativo sobre diversos mitos relacionados à alimentação. Práticas que nos engordam, detonam a nossa autoestima e ainda nos repassa a culpa por estarmos cansados, sedentários, desmotivados e/ou fora de forma. Clique aqui para saber mais sobre esses mitos alimentares, que me deixaram mesmo indignada, surpresa e, por vezes, boquiaberta.

Como psicóloga, não desmereço os benefícios da terapia como apoio para vivenciar processos de mudança interna, autoreflexão e busca da identidade. Mas também não acredito em sucesso, se a principal causa do problema não estiver sendo trabalhada em paralelo. A grande novidade aqui é que isso está sim ao alcance das nossas mãos e é mais fácil do que eu imaginava.

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”. (Hipócrates)

Obesidade, autoestima, terapia…???

Esse tripé vai muito além do que uma preocupação estética. É uma questão de saúde física e mental. Independente da sua barriguinha te incomodar ou não, saiba que há muitos outros fatores por trás da gordurinha.

A gordura visceral prejudica o funcionamento dos órgãos, afeta o estado geral de funcionamento do organismo, altera as trocas de substâncias e minerais em nível celular, enfraquece seu sistema imunológico, desregula suas taxas hormonais, fora o aumento da pré-disposição para doenças como diabetes, alergias e outras doenças degenerativas com Alzeimer e Parkinson, por exemplo. Como você pode ver, a questão estética é apenas uma pequena ponta do iceberg…

Apesar da estética ser mesmo algo secundário, o fato do sobrepeso alterar diretamente a nossa autoimagem acaba sendo o fator disparador para a nossa insatisfação pessoal. O descontentamento com a nossa imagem no espelho é o que motiva inicialmente a busca por mudanças. Uns se matriculam na academia, outros começam uma dieta, alguns procuram tratamentos estéticos ou mesmo ajuda profissional ou tentam suplementação alimentar por conta própria. Uma pequena parcela busca a terapia como apoio para lidar com a auto-aceitação, quadros de desmotivação, melancolia e até, depressão.

O fato que a maioria dessas ações são soluções temporárias. Ações que infelizmente não trazem o resultado que desejamos. E quando trazem, tão logo relaxamos na dieta ou faltamos na academia ou damos uma pausa na terapia, os efeitos positivos desaparecem. Ou seja, ou nos tornamos prisioneiros da academia e controlamos tudo o que comemos ou nos contetamos com os quilos a mais que insistem em se acumular com a idade e o estilo de vida da maioria das pessoas:

  • acordar cedo
  • enfrentar o trânsito
  • trabalhar até tarde
  • chegar em casa cansado
  • dormir de 5 a 6 horas por noite…

… e (con)vivemos com a culpa de não se alimentar corretamente, de não se exercitar o suficiente, de não estar super motivado para enfrentar os desafios rotineiros e corriqueiros da vida.

A CULPA NÃO É SUA! Repito: A CULPA NÃO É SUA!

De quem é a culpa?

Infelizmente estamos cercados de marketing negativo, mal intencionado e pouco interessado na nossa saúde. As indústrias alimentícia, farmacêutica e estética (como todas as outras) visam o lucro, independente se para isso tiverem que sacrificar a sua saúde. Sim, é isso mesmo: a sua saúde NÃO importa! Também fiquei indignada quando ouvi isso pela primeira vez, mas é a mais pura verdade.

E muito do que se ouve por aí são mentiras absurdas, de hábitos que internalizamos ingenuamente por achar que estávamos sendo responsáveis e conscientes em relação à nossa alimentação, à nossa vida e à vida dos nossos familiares. Meu objetivo é convidar você a ver isso por outro ângulo. Questionar paradigmas sem aceita-los passivamente. Seja curioso, retire a venda que colocaram nos nossos olhos e repense hábitos fortemente arraigados na nossa cultura. Eu te garanto que valerá à pena investir em informações que podem mudar para sempre a sua vida, a sua autoestima, a sua maneira de ver o mundo e a sua imagem no espelho.

Para isso, convido-o à leitura de alguns best-sellers, blogs de especialistas e vídeos de médicos que se aprofundaram no assunto e podem esclarecer os detalhes com mais propriedade do que eu.


Dr. Lair Ribeiro

Site recomendado: Academia Lair Ribeiro


Dr. José Carlos Souto

Site recomendado: www.lowcarb-paleo.com.br


Dr. Patrick Rocha

Site recomendado: drrocha.com.br


Rodrigo Polesso

Site recomendado: emagrecerdevez.com


Best-Seller:

barriga-de-trigo Barriga de Trigo – William Davis

Pasmem…
Aqui entendi, por exemplo, que duas fatias de pão integral (que eu julgava saudável) possuem mais açúcar do que a uma quantidade proporcional de açúcar em sua forma pura. Ou seja, comer açúcar puro é quase melhor do que comer pão!!!

Além disso, o trigo é capaz de de gerar efeitos de dependência semelhante aos opióides em nosso organismo.


 

Seja curioso! Informe-se e tire suas próprias conclusões. Garanto que você só tem a ganhar com isso.

Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
Reprodução parcial permitida com citação obrigatória do link de origem.

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Sem tempo? Experimente fazer terapia online!

terapia online no "gentecomgente"Quero dividir com vocês uma iniciativa interessante do psicólogo Elias Balthazar (CRP:08/18323), que criou o programa Terapia de Bolso. Trata-se de uma plataforma que oferece serviço de terapia online com psicólogos cadastrados em diferentes partes do Brasil. Online você seleciona o psicólogo de sua preferência, agenda sua sessão, faz o pagamento e é atendido aonde estiver.

Fazer terapia online pode soar um pouco estranho, mas considerando que para muitos o fator custo, tempo e deslocamento acabam sendo empecilhos para um levar um atendimento psicológico adiante, esta pode ser uma alternativa viável. E como tudo na vida, a gente se adapta a tudo, não é mesmo? Vídeo-conferências se popularizaram. A maioria dos aparelhos de celular permitem que você converse online com o mundo inteiro gratuitamente.
Então fica a dica do Terapia de Bolso, para acabar de vez com as desculpas e finalmente cuidar um pouco mais de você.

Conheça um pouco mais sobre o Terapia de Bolso no vídeo abaixo:

Para mais informações acesse: www.terapiadebolso.com.br

Resumindo:

A terapia online amplia o alcance da Psicologia, vencendo fronteiras físicas, geográficas e econômicas com a ajuda da tecnologia. Salvas as devidas restrições de sigilo e privacidade é, sem dúvidas, uma alternativa moderna para atender as necessidades do homem globalizado.

Por que fazer terapia?

Terapia não é coisa pra louco, como muita gente diz por aí. Quando o grau de loucura já se instalou, dificilmente há clareza de pensamento suficiente para um diálogo construtivo e transformador. Na verdade, terapia é uma medida preventiva para levar uma vida mais equilibrada diante dos inúmeros desafios que qualquer um de nós precisa superar diariamente no mundo moderno. E como tudo hoje pode ser feito online… Sim, terapia online também é possível!

Fazer terapia faz parte dos cuidados básicos de todo e qualquer ser humano. Cuidar do corpo e cuidar da mente são dois pilares fundamentais para uma vida saudável e equilibrada. Psicologia não é artigo de luxo!

Fazer terapia é contar com um profissional qualificado ao seu lado para lhe auxiliar a refletir sua vida, suas questões pessoais, profissionais e sociais de forma única e exclusiva. Pena que terapia ainda é uma realidade restrita a uma pequena parcela da população brasileira (e também alemã, onde moro atualmente). Ou você percebe uma situação diferente na sua cidade???

Terapia acessível deveria ser obrigatória

Sinceramente, acredito que terapia deveria ser um serviço oferecido e subvencionado obrigatoriamente por todo e qualquer sistema de saúde. Assim como todos (teoricamente) temos direito à Educação, atendimento médico e saneamento básico, deveríamos também ter direito à assistência e apoio psicológico.

Sim, eu sei! O SUS também oferece atendimento psicólogico. Mas sua abrangência está longe de levar os benefícios da Psicologia à população como um todo e ainda mais longe de ser capaz de atender as necessidades da população como deveria. Tenho certeza de que a maioria de nós tem consciência das limitações do serviço público e, cientes disso, muitas vezes apelamos para convênios médicos e atendimentos privados, que, obviamente, não são acessíveis para todo mundo. E infelizmente ainda menos acessível para quem realmente precisa…

Acredito que a Psicologia deveria ser popularizada, no sentido de ampliar e intensificar sua abrangência em diferentes campos de atuação, níveis sociais, econômicos, culturais e geográficos. Deveria estar presente nas creches, nas escolas, nos hospitais, no trabalho, no esporte, em casas de repouso… e em todos os lugares onde há pessoas, independente de sua cultura, religião, nível sócio-econômico e qualquer fator discriminatório que impeça a promoção da saúde como um todo, seja no âmbito físico ou emocional.

Afinal, ser saudável não significa apenas ter uma alimentação equilibrada ou taxas de colesterol sob controle. Ser saudável é ter corpo e MENTE em equilíbrio.

Ver mais sobre:

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As aparências enganam: alegria por fora, tristeza por dentro

Viver de bem com a vida, bem humorado e desencanado nem sempre é sinônimo de gente despreocupada, feliz e descomplicada. As aprências enganam! Nem sempre a alegria que mostramos ao mundo lá fora siginifica que sentimos felicidade lá dentro. Há um tempo, observo que muita gente entitulada como o palhaço da turma, o bobo da corte ou simplesmente o comediante do grupo são pessoas que, na vida pessoal, enfrentam contextos conturbados, conflituosos e até muito sofridos e solitários. É como se o humor funcionasse como uma espécie de válvula de escape para lidar com o sofrimento interno.

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Esse humor, essa alegria, criatividade e ironia que muitas vezes nos faz rir, tornam essas pessoas queridas e bem-vindas por amigos, familiares e desconhecidos, contagiam o grupo mas funciona como uma espécie de cortina, que camufla a dificuldade em lidar com o sofrimento, com a tristeza, com as perdas, as frustrações, traumas e com a solidão. Apesar de parecer difícil de acreditar, não é raro observar que essas pessoas rotuladas publicamente como sendo super divertidas possuem um lado introvertido, tímido ou até mesmo depressivo.

as-aparencias-enganamE ainda mais curioso é o fato de que, quanto mais piadas e aparente descontração observamos na vida pública, maior é o sofrimento que se esconde por trás dessa fachada na vida privada. Ao mesmo tempo que essas pessoas são queridas e populares na vida social, elas possuem vínculos frágeis e superfíciais na vida pessoal. É como se não faltassem amigos para acompanhar as rodadas de cerveja até de manhã, mas faltassem pessoas de confiança para desabafar o que aperta o coração.

Claro que esse jeito zombeteiro e descolado também não ajuda a deixar a conversa seguir para esse rumo. Mesmo que se fale dos problemas, dificilmente a gente leva essas pessoas tão a sério, a ponto de atribuir uma dimensão maior aos problemas que elas nos contam. O que, por outro lado, não ajuda a pessoa a evoluir, nem lidar com suas inquietações, conflitos ou imaturidade interna.

ciclo-viciosoAssim se instala um ciclo vicioso difícil de quebrar. O fulano finge que está feliz, faz piada de tudo, os que estão em volta acreditam nessa fachada e esperam que o fulano esteja sempre de bem com a vida. E se por um acaso, um certo dia o fulano está meio pra baixo, isso é interpretado como sendo mais uma de suas brincadeiras. Isso quando o fulano não faz piada do próprio desgosto. As pessoas que o cercam simplesmente pensam:
— Não se preocupe, vai passar!

Se a gente parar pra pensar, seja nos quadros de euforia ou de depressão, o que se altera é a maneira e a intensidade com que o humor se configura em cada situação. O humor desempenha um papel fundamental na criatividade, na psicose, no transtorno bipolar, na esquizofrenia e na depressão. A descompensação, seja para um pólo ou para o outro, é sempre algo que merece atenção especial e, muitas vezes, intervenção profissional.

humor descompensado Não é raro que, a falta de recursos psíquicos dessas pessoas que parecem alegres, mas na verdade são tristes, tendencie para problemas relacionados ao alcoolismo, uso de drogas e descontrole das rédeas da própria vida como dificuldade de lidar com as finanças, maus hábitos de saúde ou atitudes marcadas pela irresponsabilidade.

Mesmo que seja difícil de acreditar, esses falsos palhaços precisam de atenção, apoio, amor e ajuda. Portanto, fique atento e não se deixe enganar pelas aparências!

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Ansiedade – o mal do século

pensamento-aceleradoMuitos dizem que a depressão é o mal do século, mas eu discordo. Acredito que o mal do século se chama ansiedade! Aquela vontade de antecipar o que ainda não aconteceu, de estar onde ainda não chegamos ou de ser o que ainda não somos.

Com tantos estímulos que recebemos do mundo à nossa volta é quase impossível não acelerar os pensamentos, estimular a imaginação ou simplesmente ficar parado. Novas tecnologias, apps, redes sociais, mundo virtual, televisão 3D e mil e outras coisas que roubam a nossa atenção a cada segundo. O mundo praticamente nos força a atender a essa necessidade de ser multi-task, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de ser competitivo, eficiente, produtivo. É como se também tivéssemos que estar à disposição 24 horas por dia. Sempre dispostos, cheios de energia, bem humorados e com boa aparência.

Claro que a ansiedade, por si só, não é algo negativo, muito pelo contrário. A ansiedade é inclusive necessária, pois ela cumpre um papel importantíssimo em nosso funcionamento psíquico. Graças a essa inquietação interna não nos deixamos ficar acomodados e estamos sempre em busca de mudanças, novidades e movimento. Mas por quê a ansiedade seria o mal do século?

A ansiedade passa a ser negativa quando essa energia fica parada ou é mal canalizada ou, claro, quando se sofre de transtornos de ansiedade (assunto para um próximo post). É negativo viver apenas nesse mundo imaginário de possibilidades infinitas, ocupando o tempo em fazer inúmeros planos sem equilibra-los com momentos de realizações concretas e palpáveis. Quando a gente se prende no mundo das possibilidades infinitas do nosso imaginário, sem conseguir definir objetivos ou fazer escolhas que possam ser concretizadas no futuro, vivemos no mundo do “como seria se…?”.

e-se-euSonhar, imaginar e teorizar essas possibilidades imaginárias nos exige tempo e energia imensuráveis. Tem gente que passa horas nesse mundo fictício do “se eu…”, mas tem ainda quem consuma meses, anos ou uma vida toda de pensamentos não concretizados. Quando nos damos conta do tempo que investimos em ideias que não chegaram nem no papel e ainda mais longe de se tornarem realidade, aí vem a frustração. Aquele sentimento de impotência, de fracasso e de inferioridade que detona a motivação e a autoestima. O tempo passou e você se dá conta que deu passos muito, muito menores do que poderia ter dado, pois estava mais focado nas possibilidades do que na realidade.

ansiedade-infantilEssa percepção geralmente acompanha as famosas crises da idade. A crise dos 30, 40, 50, 60 anos. São aqueles momentos em que paramos para analisar o que ficou para trás, quem nos tornamos e os rumos que a nossa vida tomou nesse tempo. Por vezes, olhamos para trás e sorrimos! Os filhos cresceram, a carreira progrediu, a qualidade de vida melhorou… Mas nem sempre é assim! 😦

Quando você se compara com as outras pessoas da sua idade ou até mais jovens e percebe que vocês estão longe de chegar num mesmo nível, a angústia aperta, o peito doi e o desespero pode bater à sua porta. Nesse ponto, você está fraco e vulnerável e se expõe mais facilmente à apatia, à melancolia e à temida depressão. É nesse ponto em que a gente se dá conta de quanto tempo foi investido no mundo do “e se…”. Enquanto você estava teorizando, sonhando e flutuando em pensamentos inconcretos, outros estavam aproveitamendo as chances que lhe passavam pela frente para crescer, evoluir e realizar seus sonhos.

Se eu correr o bicho pega, se eu ficar o bicho come!

Se ainda tiver sobrado tempo, força e motivação para dar os pulos necessários para chegar aonde você queria, corra atrás, mexa-se. Antes tarde do que nunca! Melhor reagir tarde do que ficar se lamentando pelo que você deixou de tentar ou fazer.

Portanto, tente mesmo que pareça tarde demais. Mesmo que não dê certo, a sua consciência agradecerá mais tarde por não ter que arrastar mais essa culpa. Não agir e culpar-se pelo que não fez também não ajuda você a sair do lugar e nem a se sentir melhor para seguir em frente. Fragilizado, com baixa autoestima e um histórico de fracassos é um prato cheio para que a depressão se instale.

Mal do século

Nem a ansiedade, nem a depressão são estados emocionais que surgiram com a chamada “modernidade”. Ambos são velhos conhecidos dos neurologistas, psicólogos e psiquiatras. Claro que o mundo mudou e muda a cada instante. A tecnologia se desenvolve a uma velocidade rasante e nós, seres humanos, continuamos a vir ao mundo com os mesmos “equipamentos” que tínhamos há séculos atrás. O nosso cérebro não sofreu upgrade, assim como nosso coração, pulmão e rins também continuam os mesmo dos nossos antepassados. Nós simplesmente aguçamos a nossa capacidade de adaptação para sobreviver e acompanhar as mudanças que nos cercam.

se-meu-fusca-falasseÉ como se a gente tivesse otimizado o nosso velho “Fusca” (corpo) para que ele fosse capaz de competir em uma corrida de Fórmula 1. O motor ainda é o mesmo, mas o piloto é mais ágil, a aerodinâmica foi aperfeiçoada e experimentamos correr riscos de forma inovadora. Vivemos contantemente expostos à desafios que exigem atenção, habilidade e superação. Esse estado constante de alerta aumenta os níveis de estresse e de ansiedade, que precisam ser extravasados de alguma forma.

roer-as-unhasTem gente que roi as unhas, tem gente que tem insônia, tem quem desconte na comida, no cigarro ou até no cartão de crédito. Cada um se adapta como pode, com os recursos internos que aprende e desenvolve ao longo da vida, seja sozinho ou em convivência com pessoas à sua volta. Há quem aposte nos cursos de ioga, na academia, na meditação… na tentativa de extravazar ou alcançar o tão comentado equilíbrio emocional. Mas também tem gente que se cansa ao longo do caminho, que desiste de correr ou entrega o trofeu pouco antes da linha de chegada.

Por isso, eu acredito que, antes da depressão tomar conta, há um complexo processo ansioso que antecede esse estado emocional e que, muitas vezes, fica em segundo plano. A depressão se torna a atriz principal enquanto todo o elenco secundário de estresse e ansiedade fica na obscuridade – o acúmulo de pressões, frustrações e decepções que se somaram a cada experiência insatisfatória e que fragilizam quem sofre de depressão. Por isso, defendo que a ansiedade é o mal do século. A depressão se aproveita dessa fragilidade para emergir de forma mais frequente e abrupta.

Ver também:

Dica de leitura:

augusto-cury-ansiedade-como-enfrentar-o-mal-do-seculo

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Como dividir vida pessoal e profissional?

Fácil falar, difícil praticar! Apesar da gente repetir sempre que vida pessoal não deve interferir na vida profissional (e vice-versa), pergunto-me: como desligar o meu Eu pessoal quando estou no trabalho e como desligar o meu Eu profissional quando estou em casa? Poste a receita quem consegue fazer isso com o pé nas costas!

conciliando-casa-e-trabalho

Dificilmente um dia “amargo” de trabalho e mais duas horas estressantes preso no congestionamento termina com um jantar alegre e descontraído com a família. Da mesma forma que, você dificilmente terá uma reunião agradável com seus colegas de trabalho tentado disfarçar as olheiras resultantes da noite passada, já que à uma da manhã você ainda estava discutindo a relação com seu namorido(a).

O fato é que a gente é uma pessoa única, individual e indivisível. Simplesmente não dá para deixar parte do cérebro e do coração em casa (ou no trabalho). Não dá para ignorar o que passou ou o que está passando na nossa vida. Não dá para transparecer tranquilidade, quando na verdade, você está se corroendo de nervoso por dentro. A cisão do Eu até existe, são os conhecidos transtornos de personalidade. Mas esquizofrenia, personalidade borderline e outros transtornos de personalidade estão bem longe de serem considerados funcionamentos psíquicos saudáveis.

Bem, considerando que você não sofre de nenhum transtorno de personalidade, como resolver esse impasse? Como fingir que está tudo bem, quando o mundo está caindo e vice-versa?

Como tudo na vida da gente, não existe solução perfeita. Ou você banca o ator e finge mesmo que está tudo bem (quando, na verdade, não está) ou você deixa a máscara cair e arca com as consequências. Gente que diz que divide perfeitamente vida pessoal e profissional tem um enorme talento para representar, viver e se comportar como se fosse outra pessoa. Mas como os talentos diferem de pessoa pra pessoa, nem todo mundo é capaz de fazer isso com a maestria de Al Pacino, não é mesmo?

cair a mascaraAos mortais que não possuem o talento nato da representação teatral, só resta apelar para o autocontrole e encarar a dura realidade. Se o mal humor tomou conta, tente levar o dia de uma forma mais reservada, antes de sair “presenteando” os colegas de trabalho com patadas e comentários atravessados. Se o chefe torrou o seu saco e criticou os números no fim do mês, lembre-se que não é discutindo com a sua mãe, que as coisas vão mudar (pelo contrário).

Então, se as coisas não andam bem, quer seja no trabalho ou em casa, o melhor é tentar localizar o foco da preocupação e manter-se o mais quietinho no seu canto, quanto for possível. Pelo menos, até que as coisas melhorem. Ficar um tempo sozinho, fazer esportes ou curtir um pouco de natureza pode ser uma excelente oportunidade de refrescar a cabeça e abrir horizontes para solucionar os problemas de maneira razoável. Respeite a si mesmo e seus sentimentos. Fingir que não está acontecendo nada, pode ser uma armadilha perigosa, já que ninguém tem nervos de aço e uma hora a gente explode, né?

vida pessoal e profissional em equilibrio

Bem, separar vida pessoal e profissional é mesmo uma tarefa de malabares… É como jogar tudo para o alto ao mesmo tempo, com a missão de não deixar nada cair no chão. Treino e experiência ajudam a lidar com as situações mais corriqueiras. Mas se a coisa apertar, tente dividir suas angústias com um amigo de confiança, um familiar ou um mesmo um profissional especializado.

carregando o mundo nas costas

Quem foi que disse que você precisa carregar o mundo nas costas sozinho?

Ver também:

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O significado das pequenas coisas

significado pequenas coisasInfelizmente, muita gente só se dá conta do que está acontecendo, quando as coisas tomam proporções irreversíveis. Aí, já é muito, muito tarde tarde. Muito tarde para remediar a situação, para voltar atrás ou até para sair correndo.

Muita gente fica surpreso quando aquele colega de trabalho lhe passa a perna, quando o relacionamento termina ou quando é demitido do trabalho. Não é raro observar que algumas pessoas reagem como se jamais esperassem que tal coisa pudesse acontecer.

Os últimos acontecimentos te pegaram de surpresa? Surpresa, por quê? Antes da situação tomar rumos drásticos, muito provavelmente, você deve ter recebido inúmeros  pequenos sinais (muitos mesmo) de que as coisas já não andavam lá muito bem, não é mesmo? Às vezes, os sinais são claros. Claríssimos! Praticamente óbvios! E ainda assim tem gente que parece que não vê (ou não quer ver a realidade).

Provavelmente, não faltaram chances de perceber que realmente não dava para confiar no João*. Ele raramente cumpria os horários. Quantas vezes te deixou esperando? Ele mentia. Telefonava para o trabalho dizendo que estava doente, enquanto passava o dia na praia com você. Ele dizia que te amava, mas era super agressivo até com o próprio cachorro. E ainda assim, você não conseguiu perceber que as coisas iam dar errado?

depois que o barco afundouClaro que depois que o barco afundou, a gente consome um tempão tentando entender o que houve. Repetimos a história mil vezes na nossa cabeça como num filme. Avançamos, retrocedemos, tentamos revisar tudo em câmera lenta, inventamos mil e uma versões possíveis para o final da história. É aí que nos fazemos aquelas perguntas clássicas: Por quê? Onde foi que eu errei? E se eu… tentar voltar atrás? E se eu… isso? E se eu aquilo?

O fato é que, na grande maioria das vezes, a gente praticamente ignora os tais pequenos sinais que nos alertaram de várias formas para o fato de que as coisas não estavam caminhando como o esperado. Depois que tudo passou é que as peças do quebra-cabeça começam a fazer sentido. É como se a gente estivesse cego e não fosse capaz de interpretar o óbvio. Mesmo quando um amigo ou mesmo nossos pais tentaram nos tirar a venda dos olhos, ainda assim não fomos capazes de enxergar o que se passava bem na frente do nosso nariz.

Por que não percebemos antes?

Talvez por tentar manter viva a esperança de que era apenas algo passageiro. Talvez por medo de sofrer ou por medo de “estragar” tudo, a gente fica meio cego, releva, tolera, aceita, leva numa boa, ignora. Não importa o nome que você queira dar a essa reação, mas no fundo, você se negou a ver a realidade como ela realmente é.

Preferiu realidade cega no gentecomgenteusar os óculos da ilusão. É como se a lente do óculos estivesse meio embaçada e a gente só fosse capaz de ver o que queria ver, o que queria que acontecesse.

Ignorar o significado das pequenas coisas faz com que a gente também ignore o fato de quem é capaz de mentir um ponto, também é capaz de mentir um conto! Ignoramos o fato de quem não respeita nem a si mesmo, não respeitará você também. Quem não tem escrúpulos no bar, também não tem escrúpulos no trabalho! Quem é falso com o vizinho, também é capaz de ser falso com um amigo. Quem não ama a si mesmo, não pode amar o outro. E por aí vai.

A verdade é que todos esses fatos estava alí, bem debaixo do nosso nariz. Vimos tudo isso acontecer, uma, duas, n-vezes. Mas não quisemos acreditar no que os nossos olhos estavam nos mostrando, devido a diversos motivos internos. E no fim, nos surpreendemos como se estivéssemos vendo aquele filme pela primeira vez.

Talvez repetimos e remoemos o passado, porque não conseguimos acreditar como fomos capazes de permitir que as coisas tivessem sido como foram. E para isso, procuramos, inventamos e (até) encontramos diversas justificativas para aliviar essa culpa que nos transtorna. Mas a verdade é que, se tivéssemos dado mais atenção ao significado das pequenas coisas, talvez teríamos tomado providências no tempo certo ao invés de chorar o leite derramado.

Por isso, aguce os sentidos, preste mais atenção nos detalhes, tente montar o quebra-cabeças com mais frequência, fique atento para as peças que estão faltando (ou sobrando). Tenha certeza de que nada está ali por um mero acaso. Tudo cumpre uma função e tem uma razão de ser. Só assim teremos uma chance de perceber e/ou  compreender os alertas que aquelas pequenas coisas nos dão. Meros pequenos detalhes, que no fim, fazem toda a diferença.

valor das pequenas coisasVer também:

* Nome meramente ilustrativo.

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Instinto de sobrevivência ou egoísmo?

egoísmo

Triste reconhecer, admitir e evoluir – Muita gente, independente da idade, grau de instrução ou classe social, não sabe diferenciar instinto de sobrevivência de egoísmo. Agressividade não é necessariamente algo negativo. Graças a ela somos capazes de liderar, inovar, criar… Criamos força e coragem para nos aventurar em novos projetos de vida, tentar uma nova profissão, investir em estudos, carreira, família e lutar contra os obstáculos e injustiças que encontramos no caminho.  Agressividade não é só positiva, como também muitas vezes, necessária!

Egoísmo: quando a agressividade circula exclusivamente em torno do EU

egoismoAgressividade em si não é ruim. O problema é quando agressividade de confunde com egoísmo, ou seja, quando o EU se torna o centro do universo e deve se sobrepor a tudo e todos. O excesso de energia voltada exclusivamente para si mesmo é puro egoísmo.

Triste reconhecer e admitir que muita gente adulta não desenvolveu isso com o tempo, nem com a idade, nem com os estudos, nem com suas experiências de vida, nem com os exemplos alheios. Pelo contrário! Essa gente usa toda a sua capacidade cognitiva para reforçar a ideia de que o mundo e as pessoas são perigosos e precisam ser “vencidos”.

Ninguém pode evoluir sem reconhecer e admitir suas fraquezas e erros. Pena que para os egoístas isso é MUITO difícil. Eles estão SEMPRE certos. Eles têm SEMPRE a razão e querem SEMPRE tudo para si mesmos, dos bens materiais aos imateriais. Amor, carinho, atenção… E muitas vezer, terminam sozinhos.

Os egoístas têm extrema dificuldade em dividir, compartilhar, compreender e ajudar. Eles precisam sempre levar vantagem, precisam estar no centro das atenções e precisam provar para si mesmos o quanto são bons. O fato é que essa muralha apenas reforça uma desesperada tentativa de manter o pouco que possuem. Muita gente leva a vida toda para compreender que trocar é mais valioso do que comprar.

troca-de-experiencias

Egoísmo, individualidade, imaturidade

Esse vídeo apenas demonstra o quanto esse egoísmo (ou individualidade, como muitos o chamam) está presente na nossa rotina. Por vezes, tão presente que mal o notamos. Não sei se fico triste pelos egoístas ou pelos que sofrem por ter que conviver com eles. Pior ainda quando eles insistem em não querer enxergar seus próprios defeitos.

Só me resta repetir: Triste reconhecer, admitir e (mais difícil ainda) evoluir.

Ver também:

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