As aparências enganam: alegria por fora, tristeza por dentro

Viver de bem com a vida, bem humorado e desencanado nem sempre é sinônimo de gente despreocupada, feliz e descomplicada. As aprências enganam! Nem sempre a alegria que mostramos ao mundo lá fora siginifica que sentimos felicidade lá dentro. Há um tempo, observo que muita gente entitulada como o palhaço da turma, o bobo da corte ou simplesmente o comediante do grupo são pessoas que, na vida pessoal, enfrentam contextos conturbados, conflituosos e até muito sofridos e solitários. É como se o humor funcionasse como uma espécie de válvula de escape para lidar com o sofrimento interno.

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Esse humor, essa alegria, criatividade e ironia que muitas vezes nos faz rir, tornam essas pessoas queridas e bem-vindas por amigos, familiares e desconhecidos, contagiam o grupo mas funciona como uma espécie de cortina, que camufla a dificuldade em lidar com o sofrimento, com a tristeza, com as perdas, as frustrações, traumas e com a solidão. Apesar de parecer difícil de acreditar, não é raro observar que essas pessoas rotuladas publicamente como sendo super divertidas possuem um lado introvertido, tímido ou até mesmo depressivo.

as-aparencias-enganamE ainda mais curioso é o fato de que, quanto mais piadas e aparente descontração observamos na vida pública, maior é o sofrimento que se esconde por trás dessa fachada na vida privada. Ao mesmo tempo que essas pessoas são queridas e populares na vida social, elas possuem vínculos frágeis e superfíciais na vida pessoal. É como se não faltassem amigos para acompanhar as rodadas de cerveja até de manhã, mas faltassem pessoas de confiança para desabafar o que aperta o coração.

Claro que esse jeito zombeteiro e descolado também não ajuda a deixar a conversa seguir para esse rumo. Mesmo que se fale dos problemas, dificilmente a gente leva essas pessoas tão a sério, a ponto de atribuir uma dimensão maior aos problemas que elas nos contam. O que, por outro lado, não ajuda a pessoa a evoluir, nem lidar com suas inquietações, conflitos ou imaturidade interna.

ciclo-viciosoAssim se instala um ciclo vicioso difícil de quebrar. O fulano finge que está feliz, faz piada de tudo, os que estão em volta acreditam nessa fachada e esperam que o fulano esteja sempre de bem com a vida. E se por um acaso, um certo dia o fulano está meio pra baixo, isso é interpretado como sendo mais uma de suas brincadeiras. Isso quando o fulano não faz piada do próprio desgosto. As pessoas que o cercam simplesmente pensam:
— Não se preocupe, vai passar!

Se a gente parar pra pensar, seja nos quadros de euforia ou de depressão, o que se altera é a maneira e a intensidade com que o humor se configura em cada situação. O humor desempenha um papel fundamental na criatividade, na psicose, no transtorno bipolar, na esquizofrenia e na depressão. A descompensação, seja para um pólo ou para o outro, é sempre algo que merece atenção especial e, muitas vezes, intervenção profissional.

humor descompensado Não é raro que, a falta de recursos psíquicos dessas pessoas que parecem alegres, mas na verdade são tristes, tendencie para problemas relacionados ao alcoolismo, uso de drogas e descontrole das rédeas da própria vida como dificuldade de lidar com as finanças, maus hábitos de saúde ou atitudes marcadas pela irresponsabilidade.

Mesmo que seja difícil de acreditar, esses falsos palhaços precisam de atenção, apoio, amor e ajuda. Portanto, fique atento e não se deixe enganar pelas aparências!

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Ansiedade – o mal do século

pensamento-aceleradoMuitos dizem que a depressão é o mal do século, mas eu discordo. Acredito que o mal do século se chama ansiedade! Aquela vontade de antecipar o que ainda não aconteceu, de estar onde ainda não chegamos ou de ser o que ainda não somos.

Com tantos estímulos que recebemos do mundo à nossa volta é quase impossível não acelerar os pensamentos, estimular a imaginação ou simplesmente ficar parado. Novas tecnologias, apps, redes sociais, mundo virtual, televisão 3D e mil e outras coisas que roubam a nossa atenção a cada segundo. O mundo praticamente nos força a atender a essa necessidade de ser multi-task, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de ser competitivo, eficiente, produtivo. É como se também tivéssemos que estar à disposição 24 horas por dia. Sempre dispostos, cheios de energia, bem humorados e com boa aparência.

Claro que a ansiedade, por si só, não é algo negativo, muito pelo contrário. A ansiedade é inclusive necessária, pois ela cumpre um papel importantíssimo em nosso funcionamento psíquico. Graças a essa inquietação interna não nos deixamos ficar acomodados e estamos sempre em busca de mudanças, novidades e movimento. Mas por quê a ansiedade seria o mal do século?

A ansiedade passa a ser negativa quando essa energia fica parada ou é mal canalizada ou, claro, quando se sofre de transtornos de ansiedade (assunto para um próximo post). É negativo viver apenas nesse mundo imaginário de possibilidades infinitas, ocupando o tempo em fazer inúmeros planos sem equilibra-los com momentos de realizações concretas e palpáveis. Quando a gente se prende no mundo das possibilidades infinitas do nosso imaginário, sem conseguir definir objetivos ou fazer escolhas que possam ser concretizadas no futuro, vivemos no mundo do “como seria se…?”.

e-se-euSonhar, imaginar e teorizar essas possibilidades imaginárias nos exige tempo e energia imensuráveis. Tem gente que passa horas nesse mundo fictício do “se eu…”, mas tem ainda quem consuma meses, anos ou uma vida toda de pensamentos não concretizados. Quando nos damos conta do tempo que investimos em ideias que não chegaram nem no papel e ainda mais longe de se tornarem realidade, aí vem a frustração. Aquele sentimento de impotência, de fracasso e de inferioridade que detona a motivação e a autoestima. O tempo passou e você se dá conta que deu passos muito, muito menores do que poderia ter dado, pois estava mais focado nas possibilidades do que na realidade.

ansiedade-infantilEssa percepção geralmente acompanha as famosas crises da idade. A crise dos 30, 40, 50, 60 anos. São aqueles momentos em que paramos para analisar o que ficou para trás, quem nos tornamos e os rumos que a nossa vida tomou nesse tempo. Por vezes, olhamos para trás e sorrimos! Os filhos cresceram, a carreira progrediu, a qualidade de vida melhorou… Mas nem sempre é assim! 😦

Quando você se compara com as outras pessoas da sua idade ou até mais jovens e percebe que vocês estão longe de chegar num mesmo nível, a angústia aperta, o peito doi e o desespero pode bater à sua porta. Nesse ponto, você está fraco e vulnerável e se expõe mais facilmente à apatia, à melancolia e à temida depressão. É nesse ponto em que a gente se dá conta de quanto tempo foi investido no mundo do “e se…”. Enquanto você estava teorizando, sonhando e flutuando em pensamentos inconcretos, outros estavam aproveitamendo as chances que lhe passavam pela frente para crescer, evoluir e realizar seus sonhos.

Se eu correr o bicho pega, se eu ficar o bicho come!

Se ainda tiver sobrado tempo, força e motivação para dar os pulos necessários para chegar aonde você queria, corra atrás, mexa-se. Antes tarde do que nunca! Melhor reagir tarde do que ficar se lamentando pelo que você deixou de tentar ou fazer.

Portanto, tente mesmo que pareça tarde demais. Mesmo que não dê certo, a sua consciência agradecerá mais tarde por não ter que arrastar mais essa culpa. Não agir e culpar-se pelo que não fez também não ajuda você a sair do lugar e nem a se sentir melhor para seguir em frente. Fragilizado, com baixa autoestima e um histórico de fracassos é um prato cheio para que a depressão se instale.

Mal do século

Nem a ansiedade, nem a depressão são estados emocionais que surgiram com a chamada “modernidade”. Ambos são velhos conhecidos dos neurologistas, psicólogos e psiquiatras. Claro que o mundo mudou e muda a cada instante. A tecnologia se desenvolve a uma velocidade rasante e nós, seres humanos, continuamos a vir ao mundo com os mesmos “equipamentos” que tínhamos há séculos atrás. O nosso cérebro não sofreu upgrade, assim como nosso coração, pulmão e rins também continuam os mesmo dos nossos antepassados. Nós simplesmente aguçamos a nossa capacidade de adaptação para sobreviver e acompanhar as mudanças que nos cercam.

se-meu-fusca-falasseÉ como se a gente tivesse otimizado o nosso velho “Fusca” (corpo) para que ele fosse capaz de competir em uma corrida de Fórmula 1. O motor ainda é o mesmo, mas o piloto é mais ágil, a aerodinâmica foi aperfeiçoada e experimentamos correr riscos de forma inovadora. Vivemos contantemente expostos à desafios que exigem atenção, habilidade e superação. Esse estado constante de alerta aumenta os níveis de estresse e de ansiedade, que precisam ser extravasados de alguma forma.

roer-as-unhasTem gente que roi as unhas, tem gente que tem insônia, tem quem desconte na comida, no cigarro ou até no cartão de crédito. Cada um se adapta como pode, com os recursos internos que aprende e desenvolve ao longo da vida, seja sozinho ou em convivência com pessoas à sua volta. Há quem aposte nos cursos de ioga, na academia, na meditação… na tentativa de extravazar ou alcançar o tão comentado equilíbrio emocional. Mas também tem gente que se cansa ao longo do caminho, que desiste de correr ou entrega o trofeu pouco antes da linha de chegada.

Por isso, eu acredito que, antes da depressão tomar conta, há um complexo processo ansioso que antecede esse estado emocional e que, muitas vezes, fica em segundo plano. A depressão se torna a atriz principal enquanto todo o elenco secundário de estresse e ansiedade fica na obscuridade – o acúmulo de pressões, frustrações e decepções que se somaram a cada experiência insatisfatória e que fragilizam quem sofre de depressão. Por isso, defendo que a ansiedade é o mal do século. A depressão se aproveita dessa fragilidade para emergir de forma mais frequente e abrupta.

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Dica de leitura:

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Dor de cotovelo: Ciúmes, traição, relacionamento

dor de cotoveloFiquei afim de um rapaz, logo que eu o vi não o conhecia, nunca tinha o visto antes, puxei conversa com ele dei uma cantada nele.

Aí meu amigo, para se vingar de mim, começou dar em cima desse rapaz. Esse meu amigo, que agora é ex-amigo, estava chateado comigo e para se vingar de mim ficou cantando esse rapaz pois, sabia que eu era afim dele. Ele começou a dificultar que eu cruzasse com o rapaz na rua ou em qualquer lugar. Um tempo depois, descobri que eles estavam ficando. Meu ex-amigo espalhou para a geral que tava pegando um cara que eu era afim e falava que não era afim dele.

Descobri agora que meu ex-amigo só fica com esse cara que eu era afim pois ele lhe dá dinheiro e paga suas contas, mesmo não gostando dele. Puro interesse… Não sei se o tal rapaz gosta dele…

traicao no relacionamentoQuando esse rapaz me ver fica super tímido umas vezes trocamos olhares… sou um pouco afim dele ainda, mas jamais teria algo com ele… Fiquei muito chateado com essa história.

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O significado das pequenas coisas

significado pequenas coisasInfelizmente, muita gente só se dá conta do que está acontecendo, quando as coisas tomam proporções irreversíveis. Aí, já é muito, muito tarde tarde. Muito tarde para remediar a situação, para voltar atrás ou até para sair correndo.

Muita gente fica surpreso quando aquele colega de trabalho lhe passa a perna, quando o relacionamento termina ou quando é demitido do trabalho. Não é raro observar que algumas pessoas reagem como se jamais esperassem que tal coisa pudesse acontecer.

Os últimos acontecimentos te pegaram de surpresa? Surpresa, por quê? Antes da situação tomar rumos drásticos, muito provavelmente, você deve ter recebido inúmeros  pequenos sinais (muitos mesmo) de que as coisas já não andavam lá muito bem, não é mesmo? Às vezes, os sinais são claros. Claríssimos! Praticamente óbvios! E ainda assim tem gente que parece que não vê (ou não quer ver a realidade).

Provavelmente, não faltaram chances de perceber que realmente não dava para confiar no João*. Ele raramente cumpria os horários. Quantas vezes te deixou esperando? Ele mentia. Telefonava para o trabalho dizendo que estava doente, enquanto passava o dia na praia com você. Ele dizia que te amava, mas era super agressivo até com o próprio cachorro. E ainda assim, você não conseguiu perceber que as coisas iam dar errado?

depois que o barco afundouClaro que depois que o barco afundou, a gente consome um tempão tentando entender o que houve. Repetimos a história mil vezes na nossa cabeça como num filme. Avançamos, retrocedemos, tentamos revisar tudo em câmera lenta, inventamos mil e uma versões possíveis para o final da história. É aí que nos fazemos aquelas perguntas clássicas: Por quê? Onde foi que eu errei? E se eu… tentar voltar atrás? E se eu… isso? E se eu aquilo?

O fato é que, na grande maioria das vezes, a gente praticamente ignora os tais pequenos sinais que nos alertaram de várias formas para o fato de que as coisas não estavam caminhando como o esperado. Depois que tudo passou é que as peças do quebra-cabeça começam a fazer sentido. É como se a gente estivesse cego e não fosse capaz de interpretar o óbvio. Mesmo quando um amigo ou mesmo nossos pais tentaram nos tirar a venda dos olhos, ainda assim não fomos capazes de enxergar o que se passava bem na frente do nosso nariz.

Por que não percebemos antes?

Talvez por tentar manter viva a esperança de que era apenas algo passageiro. Talvez por medo de sofrer ou por medo de “estragar” tudo, a gente fica meio cego, releva, tolera, aceita, leva numa boa, ignora. Não importa o nome que você queira dar a essa reação, mas no fundo, você se negou a ver a realidade como ela realmente é.

Preferiu realidade cega no gentecomgenteusar os óculos da ilusão. É como se a lente do óculos estivesse meio embaçada e a gente só fosse capaz de ver o que queria ver, o que queria que acontecesse.

Ignorar o significado das pequenas coisas faz com que a gente também ignore o fato de quem é capaz de mentir um ponto, também é capaz de mentir um conto! Ignoramos o fato de quem não respeita nem a si mesmo, não respeitará você também. Quem não tem escrúpulos no bar, também não tem escrúpulos no trabalho! Quem é falso com o vizinho, também é capaz de ser falso com um amigo. Quem não ama a si mesmo, não pode amar o outro. E por aí vai.

A verdade é que todos esses fatos estava alí, bem debaixo do nosso nariz. Vimos tudo isso acontecer, uma, duas, n-vezes. Mas não quisemos acreditar no que os nossos olhos estavam nos mostrando, devido a diversos motivos internos. E no fim, nos surpreendemos como se estivéssemos vendo aquele filme pela primeira vez.

Talvez repetimos e remoemos o passado, porque não conseguimos acreditar como fomos capazes de permitir que as coisas tivessem sido como foram. E para isso, procuramos, inventamos e (até) encontramos diversas justificativas para aliviar essa culpa que nos transtorna. Mas a verdade é que, se tivéssemos dado mais atenção ao significado das pequenas coisas, talvez teríamos tomado providências no tempo certo ao invés de chorar o leite derramado.

Por isso, aguce os sentidos, preste mais atenção nos detalhes, tente montar o quebra-cabeças com mais frequência, fique atento para as peças que estão faltando (ou sobrando). Tenha certeza de que nada está ali por um mero acaso. Tudo cumpre uma função e tem uma razão de ser. Só assim teremos uma chance de perceber e/ou  compreender os alertas que aquelas pequenas coisas nos dão. Meros pequenos detalhes, que no fim, fazem toda a diferença.

valor das pequenas coisasVer também:

* Nome meramente ilustrativo.

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Instinto de sobrevivência ou egoísmo?

egoísmo

Triste reconhecer, admitir e evoluir – Muita gente, independente da idade, grau de instrução ou classe social, não sabe diferenciar instinto de sobrevivência de egoísmo. Agressividade não é necessariamente algo negativo. Graças a ela somos capazes de liderar, inovar, criar… Criamos força e coragem para nos aventurar em novos projetos de vida, tentar uma nova profissão, investir em estudos, carreira, família e lutar contra os obstáculos e injustiças que encontramos no caminho.  Agressividade não é só positiva, como também muitas vezes, necessária!

Egoísmo: quando a agressividade circula exclusivamente em torno do EU

egoismoAgressividade em si não é ruim. O problema é quando agressividade de confunde com egoísmo, ou seja, quando o EU se torna o centro do universo e deve se sobrepor a tudo e todos. O excesso de energia voltada exclusivamente para si mesmo é puro egoísmo.

Triste reconhecer e admitir que muita gente adulta não desenvolveu isso com o tempo, nem com a idade, nem com os estudos, nem com suas experiências de vida, nem com os exemplos alheios. Pelo contrário! Essa gente usa toda a sua capacidade cognitiva para reforçar a ideia de que o mundo e as pessoas são perigosos e precisam ser “vencidos”.

Ninguém pode evoluir sem reconhecer e admitir suas fraquezas e erros. Pena que para os egoístas isso é MUITO difícil. Eles estão SEMPRE certos. Eles têm SEMPRE a razão e querem SEMPRE tudo para si mesmos, dos bens materiais aos imateriais. Amor, carinho, atenção… E muitas vezer, terminam sozinhos.

Os egoístas têm extrema dificuldade em dividir, compartilhar, compreender e ajudar. Eles precisam sempre levar vantagem, precisam estar no centro das atenções e precisam provar para si mesmos o quanto são bons. O fato é que essa muralha apenas reforça uma desesperada tentativa de manter o pouco que possuem. Muita gente leva a vida toda para compreender que trocar é mais valioso do que comprar.

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Egoísmo, individualidade, imaturidade

Esse vídeo apenas demonstra o quanto esse egoísmo (ou individualidade, como muitos o chamam) está presente na nossa rotina. Por vezes, tão presente que mal o notamos. Não sei se fico triste pelos egoístas ou pelos que sofrem por ter que conviver com eles. Pior ainda quando eles insistem em não querer enxergar seus próprios defeitos.

Só me resta repetir: Triste reconhecer, admitir e (mais difícil ainda) evoluir.

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Felicidade é feita de momentos

Vejo tanta gente reclamando porque não é feliz. Tanta gente se pergunta o que significa felicidade, mas poucos sabem apreciar a felicidade que já possuem. Como diz o meu pai, tem muita gente que reclama de “barriga cheia”.

Felicidade é mais do que ter. Felicidade é ser! Entretanto, trata-se de um sentimento frágil e momentâneo, que às vezes se resume a segundos até. Felicidade é aquela sensação de plenitude que atingimos quando conquistamos algo muito esperado, quando vemos alguém de quem tínhamos saudades ou mesmo quando nos presenteamos com o tênis lançamento que vimos na propaganda da televisão.

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livro ter-ou-ser-erich-fromm

Muita gente confunde o ser e o ter. Para estes, indico o livro “Ter ou ser?” de Erich Fromm. O que muitos não entendem é que felicidade não se compra, se conquista. Ser rico não é necessariamente sinônimo de ser feliz.

Tem muita gente viva que parece estar morta por dentro. Trata-se de uma espécie de morto-vivo. São pessoas que vivem uma vida morna, dias cinzas e sonhos esquecidos. Para elas, falta emoção, falta força de vontade, falta vida. E quando isso falta, falta simplesmente tudo.

“Se você não tem vontade, então falta tudo… falta tempo, falta energia, falta dinheiro, falta paciência…” (Fernanda Suguino)

As coisas perdem o sentido. Falta coragem para mudar a realidade. Por outro lado, sobra inveja, reclamação e pessimismo. Estão sempre a criticar o outro, porque criticar é muito mais fácil do que fazer melhor. São pessoas que preferem não correr riscos para assegurar o (pouco) que tem. O que elas não percebem é que nunca serão felizes tentando viver a vida alheia.

Paixão pelo que se faz não se vende e não se compra, se descobre, se desenvolve e se lapida. Os apaixonados pela vida e pelo que fazem se destacam naturalmente. Irradiam energia, atraem a atenção e movimentam o meio em que vivem. Pessoas mornas e cinzas permanecem (infelizes) sempre no mesmo lugar.

felicidade morta

E se você ainda precisa ver com os próprios olhos o que significa ser feliz, então assista esse vídeo recomendado pelo meu querido professor e mestre Roberto Clapes Margall. Apesar do conteúdo estar em inglês, o conteúdo se expressa por si mesmo.

Entendeu agora o que significa felicidade?

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É muito difícil ser homem!

dificil-ser-homemAlgumas culturas consideram o sexo masculino um símbolo de força e poder. Mas o que muita gente ignora é que, por trás desse estereótipo, há um ser frágil que ao longo da vida nem sempre foi incentivado a reconhecer e lidar com suas próprias emoções.

Ditados populares como “homem não chora” reforçam a repressão de sentimentos, criando um verdadeiro caos interno. Muitos homens nunca aprenderam o verdadeiro significado de sentimentos como carinho, compreensão, tolerância ou amor. Os sentimentos quase sempre foram atribuídos à figura feminina, símbolo da beleza e da fertilidade.

Ainda que soe  absurdo, há homens que sentem receio em permitir que os sentimentos “femininos” venham à tona. Engolem o choro, ignoram a insegurança e reprimem o amor só de imaginar o que os outros vão pensar dele ao verem assim. Alguns sentem vergonha, outros sentem-se fracos, outros nem sabem mesmo o que sentir (talvez até pensem que o melhor é não sentir). Mas isso obviamente não significa que esses sentimentos não existem, não é mesmo?

sentimentos nao sao numeros

E para completar, muitos homens sequer comentam sobre seus medos, inseguraças ou fraquezas com as pessoas mais íntimas. Alguns familiares e amigos reforçam incoscientemente o estereótipo “machão”, seja criticando ou zombando os rapazes mais emotivos. Até mesmo o diálogo com o próprio pai acaba deixando o tópico “emoções e sentimentos” de lado. Isso sem comentar os casos de crianças que crescem sem a presença de uma figura paterna presente e participativa.

A mídia também não facilita! O galã é quase sempre bonito, forte, sedutor. Realidade esta que passa a quilometros de distância de muitos rapazes. Claro que este “detalhe” raramente merece espaço e atenção nas conversas masculinas.

Resultado: muitos homens ignoram o que sentem e/ou nunca aprenderam a lidar com suas emoções. Assim, não é surpresa alguma observar que muitos têm dificuldades em reconhecer se o que estão sentindo é raiva, orgulho ou simplesmente tristeza. Muitos têm dificuldades de expressar o que sentem em palavras, gestos ou ações.

sopa de emocoes

Daí, nem precisa se sentir surpreso quando as queixas mais comuns são:

– meu namorado tem dificuldades em me dizer o que sente
– quando discutimos sobre gostar e amar, parece que estou falando grego
– nunca sei se quando ele diz que está tudo bem, está tudo bem mesmo
– discutir a relação é praticamente um monólogo

O fato é que muitos homens se deparam com a necessidade de reavaliar seus sentimentos quando estão em um relacionamento. Aí percebem a necessidade de amadurecer, a importância de se comunicarem e a importância da troca de sentimentos. Portanto, meninas, não achem que eles fazem isso de próposito!

Diferente das mulheres, que são incentivadas a falar sobre si e o que sentem abertamente, homens aprendem isso de forma velada, muitas vezes já na idade adulta. Antes de criticar, tentem ajuda-los a se reconhecer. Apoie e verbalize o que ele ainda não é capaz de exprimir em palavras. Agora, claro que cabe a cada um a responsabilidade em querer evoluir e se tornar uma pessoa melhor. Isso só você pode fazer por você mesmo!

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