Relacionamentos internacionais

Namorar alguém que a gente já conhece há tempos, nem sempre é fácil. Quando o parceiro ou parceira é de uma cidade diferente da nossa, já notamos diferenças que vão desde a maneira de falar, de vestir, nos hábitos alimentares e tantos outros pequenos detalhes. Agora, imagine como é, quando a gente tem um relacionamento binacional…

casamento binacional no "gentecomgente"Relacionamentos binacionais, ou seja, com estrangeiros, costumam exigir ainda mais de nós do que um namoro com alguém de mesma nacionalidade.

Imagem por legatto.blogspot.com

Desafios

As diferenças são inúmeras, a começar pelo idioma, e é necessário que a gente tenha ainda mais jogo de cintura e paciência para vencer os desafios que surgem todos os dias.

Você já passou por isso? Se sim, talvez possa confirmar o que eu estou dizendo.

Mais do que afetividade e carícias, conseguir expressar nossos pensamentos e emoções é fundamental para se sentir bem consigo mesmo e para seja possível conhecer melhor um ao outro.

mal entendidos nos relacionamentos no "gente com gente"As diferenças culturais são ainda maiores e, por isso, o autoconhecimento é fundamental. E por quê? Porque é natural que cada um tenha a tendência de tentar fazer com que seu idioma, hábitos e cultura prevaleçam à do outro.

Conhecer os nossos próprios limites, medos, inseguranças, anseios e propósitos de vida pode evitar que a gente se perca nessa confusão de identidades, considerando, inclusive, a identidade cultural.

Imagem por oyasumidramas.blogspot.com

Claro que muitos outros fatores também devem ser levados em consideração, como o local em que o casal está estabelecido e planos para o futuro, por exemplo. Se o parceiro ou parceira é apenas turista, também é importante pensar como vocês vão fazer para manter o relacionamento, já que a distância é um fator complicado quando o assunto é amor, não é mesmo?

Razão e emoção

relacionamento internacional no "gentecomgente"Imagem por sempretops.com

Nessas horas, apesar dos sentimentos, é importante contar com a razão para avaliar as chances reais da união ir adiante. E mesmo que vocês pensem em casamento, avalie os prós e os contras antes de tomar uma decisão tão importante. Apesar de parecer uma atitude fria e racional, avaliações como essas podem evitar o sofrimento de ficar preso a um relacionamento utópico, ilusório ou virtual, que, muitas vezes, não passa de um conto de fadas.

relacionamento à distância no "gentecomgente"Imagem por veja.abril.com.br

E como se tudo isso já não fosse suficiente, há ainda o fato de haver questões específicas como obter um visto de permanência, como vencer a distância, o fuso horário entre outros detalhes. Sem contar que cada nacionalidade enfrenta dificuldades diferentes. Isso faz com que muita gente que passe por essa situação tenha dificuldades de dividir o assunto com amigos e conhecidos, que desconheçam essa vivência.

Então, se você já passou por uma experiência como essa, conte sua história e ajude outros, que como você, também estão passando por isso!

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Texto por Fernanda Suguino. Todos os direitos reservados.
Reprodução parcial permitida com citação obrigatória do link de origem.

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Autor: Fernanda Suguino

Fascinada por gente que pensa, questiona e desafia a si mesmo. Psicóloga formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em Psicopatologia pela NAIPPE/USP.

14 comentários em “Relacionamentos internacionais”

  1. Tive essa experiência!

    Viajando pelo Leste Europeu tive essa experiência. Conheci uma Russa linda, gentil, inteligente, culta, bem empregada para os padrões econômicos de lá e ficamos juntos durante toda a minha viagem. Foi inesquecível!!

    Voltando para o Brasil, começamos manter contato diariamente por meio de emails, skype, whatsapp… Nao aguentamos de saudade e nos encontramos na Europa novamente… 20 dias juntos.

    Resultado, paixão, distância, insegurança…. Resultado, ela desfez de tudo (emprego, vendeu carro, alugou o apartamento dela) e veio para o Brasil.

    No inicio tudo lindo e maravilhoso, mas logo vieram as diferenças, dificuldade de expressar (nao falo inglês tão fluentemente…) em todos os sentidos, então tinham momentos em que faltava paciência, além de dela ficar em casa carente, sozinha e muitas vezes nervosa.
    Ela Estudava português numa universidade, mas, sentia que a expectativa de arrumar emprego era remota, além de longínqua.

    Bem, no final, após 6 meses, ela acabou voltando para o país dela, muito mais por minha causa, pois ela queria continuar. E agora esta tentando refazer a vida novamente por lá. E eu me sinto muito culpado por tudo isso.

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  2. Bom, eu tenho 16 anos, moro no interior de São Paulo, e a algum tempo eu venho me comunicando com um cara de Doylestown (Pennsylvania), possuímos a mesma idade. Isso já faz mais ou menos um mês, não sei dizer ao certo. No começo ele até me fez um convite pra que eu fosse passar o Outono na casa dele, e foi onde eu disse que moro no Brasil. Isso de certa forma me fez criar uma certa expectativa de ir conhecer o exterior, até porque, eu já tinha isso como um sonho, mas digamos que, era um sonho encubado. Eu não falo nada de Inglês, mantenho contato com ele traduzindo tudo pelo Google, e isso me deixa realmente frustada, porque eu gostaria de ter uma conversa normal com ele. Os dias se passaram e eu fui vendo o tipo de pessoa que ele é, como funcionam as coisas onde ele vive, de acordo com o que ele me contava, e fui pegando um certo apresso por ele, foi crescendo um sentimento dentro de mim que eu não imaginava que iria sentir assim, tão cedo. Nos trocamos juras de amor, eu prometi a ele que iria visitá-lo assim que fosse possível, até disse que faria de tudo pra juntar uma quantia razoável de dinheiro pra em Fevereiro de 2015 ir conhecê-lo. Eu até iniciei um curso por conta própria, um curso online de Inglês, pra facilitar minha comunicação com ele. Acabei comentando com alguns amigos, que me julgaram louca, e até brincaram com a situação, até mesmo os meus parentes, pois em momento algum eu escondi o que se passava. Por fim a situação continua na mesma, eu aqui, ele lá, nos dois distantes, e com essa imensa vontade de nos conhecer, de ambas as partes. Eu gostaria de saber o que eu devo fazer, afinal, todos dizem que isso é uma fase, que vai passar, e que logo eu irei acordar pra realidade. Eu não gosto de ter pessoas tão descrentes assim, pessoas sem sonhos, e conformadas com o pouco que possuem, sem o mínimo de vontade de crescer na vida, ou lutar pelo que acreditar ser correto. Ele tem seus sonhos, um deles é entrar pra Marinha e virar um Fuzileiro Naval, e eu quero me tornar uma Biologa Marinha, tenho planos pra faculdade e sonhos que se desfizeram pra que outros pudessem nascer. O que eu deve fazer? Ir a luta por esse “sonho americano”, ou continuar nessa mesma mesmice, nessa vida onde sonhos não passam de sonhos? Eu só queria alguém que ao invés de criticar, que sentasse ao meu lado e me aconselhasse, é só isso o que eu peço, Muito Obrigada!

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  3. Fernanda,

    Vc descreveu exatamente como me sinto.
    Sou brasileira e meu namorado, americano.
    Estamos juntos ha oito meses. Nos conhecemos numa viagem q fiz para os EUA.

    Gostaria muito de poder dividir as dificuldades com alguem, mas todos acham um conto de fadas…

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    1. Olá,
      namorar um estrangeiro é uma vivência interessante, (em partes, complicado) e dual. A gente se sente dividido entre ir e ficar, terminar ou continuar, separar ou casar e uma lista de prós e contras intermináveis. Outros relacionamentos também se deparam com essas questões, tirando o pequeno detalhe de que, quando se trata de namorar estrangeiro, você é uma das poucas pessoas que acredita (de verdade) que o relacionamento pode dar certo.
      Mas, acreditem, se o amor for sincero e houver disponibilidade de ambas as partes para vencer o descrédito dos amigos e parentes, as barreiras da distância e as divergências cotidianas…. esse relacionamento pode dar certo!!!!!
      Mantenha os pés no chão e não avalie a situação de forma leviana, só porque está apaixonado(a). Pense: se mesmo com tantas dificuldades vocês ainda estão juntos, é porque vale à pena, não vale?
      Abraços
      Fernanda

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  4. ola , Suelle

    Eu tive um relacionamento á distância com um brasileiro, mas acabou e foi uma relação fantástica, apesar de termos divergência sempre houve respeito entre nós e muito amor.
    Temos de gerir todos os problemas que possam surgir, com hábitos como conversas com o parceiro, etc..

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  5. Eu namoro uma moça da Venezuela, antes de conhecê-la, aprendi espanhol com amigos que conheci pela internet também. Pretendo viajar para nos encontrarmos e depois vou me mudar para seu país. Fico um pouco temeroso, porque a Venezuela vive momentos difíceis, mas eu amo ela de verdade.

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    1. Oi Eric,

      Viver um grande amor, pode valer à pena, afinal, não é todos os dias que a gente encontra pessoas com quem nos identificamos e gostamos de verdade. Amigos, emprego, estudo tentamos manter ou conquistamos novos, mas nem sempre é tão simples encontrar uma nova “alma gêmea”. Entretanto, é importante estar disposto a aprender um novo idioma, a aceitar uma nova cultura e a construir uma nova vida. As dificuldades aparecem e não culpe o outro por elas. Enfrente-as juntos! Assim, pode ser mais fácil para os dois lados.

      Boa sorte na Venezuela! Não há fronteiras para os nossos sonhos e se você vai em busca da sua felicidade, eu apoio!

      Um forte abraço

      Fernanda

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    2. Olá, eu estou passando por algo bastante parecido. Conheci uma pessoa da Venezuela. Mas no meu caso eu não vou para Venezuela. fiquei curiosa na sua história pois já se passaram 5. Gostaria muito da sua resposta. Obrigada!

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  6. Imagino que namoros a distância, são um tanto complicado. Já namorei na época por cartas, o que ocorreu de não dar prosseguimento. Mas mesmo assim não descarto a ideia, mesmo que não seja meu alvo, mas acredito que devemos dar chances. Só se sabe tentando, essa minha opinião. Até porque se for para ser eterno, tudo virá ao favor. Muitas vezes observamos que situações nem sempre são ao nosso favor, mas acabamos nos iludindo, acredito que num relacionamento a distância e o diálogo deveriam ser ainda maiores para se ver se realmente é aquilo que esperamos e estarmos ativas quanto a isso.
    Beijocas

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    1. Manu,
      Sim, todo relacionamento exige muito de nós e, quando se trata de um relacionamento à distância, ainda mais. Longe um do outro, cada detalhe ganha ainda mais importância, na tentativa de manter viva a atração e a confiança entre o casal. Mas, difícil não é impossível, né?
      Abraços e obrigada pelo comentário!
      Fernanda

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  7. Bom Dia Fernanda Suguino

    Li o que você escreveu e achei interessante, nunca namorei estrangeiro, mas namorei e casei com rapaz de São Paulo e sou do Amazonas, o choque cultural foi muito grande, infelizmente nós não demos certo, estou separada a dois anos e o nosso elo será para o resto da vida temos uma filha chamada Sarah Maria. Mas ainda não desisiti do amor, porque tenho amigas que namoraram e casaram com homens Suecos e deram certo. E são muito felizes.

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    1. Olá Suellen,
      Relacionamentos colocam em choque os nossos princípios, a nossa cultura e as nossa personalidade, sejam eles entre pessoas de mesma nacionalidade ou de nacionalidades diferentes. Os conflitos surgem com mais força quando o relacionamento se torna mais íntimo, mas, apesar de tudo, os conflitos que nos fazem crescer e amadurecer.
      O melhor é não ter medo de enfrentar as diferenças e descobrir o que há de melhor na gente mesmo e no outro!
      Obrigada pelo comentário!
      Abraços
      Fernanda

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